Médico é indiciado por lesão gravíssima após paciente perder mama no DF; cirurgião já havia sido alvo de denúncias em 2019


Médico é indiciado pela Polícia Civil após procedimento estético em paciente
O médico e tenente-coronel reformado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Sílvio Parreira da Rocha foi indiciado por suspeita de omissão médica que teria causado lesão gravíssima e deformidade permanente em uma paciente de 50 anos.
O cirurgião- plástico já havia sido denunciado por outras paciantes anteriormentes (saiba mais abaixo). Apesar disso, o g1 apurou que o denunciado está com o CRM regular pelo Conselho Regional de Medicina.
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Segundo a investigação da Polícia Civil, a mulher passou por três procedimentos estéticos em agosto do ano passado: implante de silicone nos seios, lipoaspiração e lipoescultura.
Ppaciente do DF desenvolveu uma infecção grave após a cirurgia.
Arquivo Pessoal
De acordo com a 21º Delegacia, a paciente desenvolveu uma infecção grave após a cirurgia. O inquérito aponta que, mesmo diante de sintomas como secreção e mau odor, o médico teria sido procurado diversas vezes, mas não prescreveu antibióticos nem solicitou exames.
➡ A paciente precisou procurar outro profissional e passou por duas novas cirurgias, incluindo a retirada completa da mama esquerda.
No indiciamento, a Polícia Civil afirmou que “a má conduta do profissional, que se omitiu quando deveria ter agido com urgência para conter o quadro de infecção, ocasionou lesão gravíssima à vítima, com deformidade permanente”.
Sílvio Parreira da Rocha foi indiciado por lesão corporal gravíssima com deformidade permanente e omissão penalmente relevante.
Sílvio Parreira da Rocha foi indiciado por suspeita de omissão médica.
TV Globo
Em nota, o médico disse que acompanhou a paciente “integralmente antes, durante e após o procedimento”, e que tem “total confiança” que seguiu “com rigor os protocolos técnicos adequados” (veja nota na íntegra no fim da reportagem).
Denúncias anteriores
O caso atual não é o primeiro envolvendo o médico.
Em 2019, o g1 DF mostrou que pelo menos cinco mulheres procuraram a Polícia Civil para denunciar supostos erros médicos cometidos pelo cirurgião plástico. Pouco tempo depois, mais 3 mulheres registraram ocorrência (veja na reportagem abaixo).
Oito mulheres denunciaram o médico Sílvio Parreira da Rocha
À época, pacientes relataram “corpo deformado”, dores, cicatrizes aparentes e abalo psicológico após procedimentos estéticos.
Outras mulheres também afirmaram ter precisado passar por cirurgias de correção. Na ocasião, uma paciente disse ao g1 que desenvolveu depressão após a cirurgia. Outra afirmou ter ficado com o “peito deformado” e dores constantes.
Segundo reportagem publicada em setembro de 2019, os casos eram investigados pela Polícia Civil. Apesar das denúncias anteriores, o médico segue com registro profissional regular e continua realizando atendimentos em um hospital particular de Águas Claras.
O g1 questionou o Conselho Regional de Medicina do DF (CRM-DF), a Polícia Civil e o TJDFT sobre o histórico de denúncias, possíveis investigações e eventuais sanções envolvendo o profissional. Até a última atualização desta reportagem, não havia retorno.
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