A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em abril, segundo a PNAD Contínua divulgada pelo IBGE. O resultado ficou acima dos 5,4% registrados no trimestre anterior, mas abaixo dos 6,6% observados no mesmo período do ano passado.
A população desocupada chegou a 6,3 milhões de pessoas, enquanto o número de ocupados ficou em 102,3 milhões. Apesar da leve piora na margem, o mercado de trabalho segue próximo das mínimas históricas, sustentando renda e consumo das famílias.
Pnad Contínua: rendimento médio
O rendimento médio habitual ficou em R$ 3.732, com alta de 5,3% em relação ao ano anterior. Já a massa de renda alcançou R$ 377 bilhões, avanço de 6,5% na comparação anual.
Os dados da PNAD também mostram redução da informalidade no mercado de trabalho brasileiro. A taxa de informalidade recuou para 37,2% da população ocupada, abaixo dos 38% registrados um ano antes.
O número de trabalhadores informais ficou em 38,1 milhões. O levantamento também apontou queda do desalento e estabilidade da subutilização da força de trabalho.
O que diz o especialista
Opinião: o mercado de trabalho segue apertado, com o desemprego nas mínimas históricas da série e rendimentos reais em alta, o que sustenta a demanda doméstica e reforça a resistência do núcleo de serviços no IPCA. Contudo, o quadro corrente não aponta aperto adicional: o nível de ocupação e o desemprego dessazonalizado estão estáveis há alguns meses, sem aceleração. A expectativa é de desaceleração gradual nos próximos trimestres.
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