
O passeio de Maria Fumaça entre São João del-Rei e Tiradentes terminou com a prisão de um turista argentino de 63 anos suspeito de injúria racial contra um menino de 7 anos.
Segundo a Polícia Civil, o homem tirou fotos e gravou vídeos da criança dentro do trem turístico. As imagens foram enviadas por aplicativo de mensagens acompanhadas de frases racistas escritas em espanhol.
Segundo a Polícia Civil, o homem tirou fotos e gravou vídeos da criança dentro do trem turístico. As imagens foram enviadas acompanhadas de frases racistas escritas em espanhol. A família do menino viajava por Minas Gerais para comemorar o aniversário da mãe da criança. pic.twitter.com/LXm9WwYPy8
— iG (@iG) May 28, 2026
A família do menino viajava por Minas Gerais para comemorar o aniversário da mãe da criança. O caso aconteceu no domingo (24). Vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento da prisão.
De acordo com o boletim de ocorrência, uma passageira estranhou o comportamento do argentino e avisou a mãe do garoto. Ela percebeu que o homem apontava o celular várias vezes na direção da criança.
A mãe decidiu confrontá-lo ainda durante o trajeto. Num primeiro momento, ele negou o conteúdo das conversas e evitou mostrar o aparelho.
Depois, acabou desbloqueando o celular.
Foi nesse momento que a mulher encontrou as imagens do filho acompanhadas das mensagens racistas. Em uma delas, o argentino escreveu que poderia “levá-lo como escravo”.
Passageiros e funcionários do passeio turístico impediram que o suspeito deixasse a estação até a chegada da Polícia Militar.
Celular foi apreendido
O argentino foi levado para a delegacia da Polícia Civil em São João del-Rei. O celular dele foi apreendido e será analisado durante a investigação.
A Polícia Civil informou que a prisão em flagrante por injúria racial foi ratificada.
- VEJA AINDA: Operação mira bancos digitais da Faria Lima ligadas ao PCC
Depois da audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva. O processo corre sob sigilo por envolver uma criança.
Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG), o homem continuava preso até esta quarta-feira (27).
Caso repercutiu na Argentina
O episódio ganhou espaço nos principais jornais argentinos nos últimos dias.
Veículos como Clarín e La Nación repercutiram a prisão e relacionaram o caso a outros episódios recentes de injúria racial envolvendo argentinos no Brasil.
A defesa do suspeito afirmou ao jornal mineiro que não reconhece a existência de crime e tenta revogar a prisão preventiva por meio de habeas corpus.
Desde 2023, a injúria racial passou a ser equiparada ao crime de racismo no Brasil. A pena prevista varia de dois a cinco anos de prisão.
