Colheitadeira de R$ 1,2 milhão vira destaque na Expocafé e impulsiona negócios no Sul de Minas


Colheitadeira de R$ 1,2 milhão vira destaque na Expocafé e impulsiona negócios
A Expocafé, em Três Pontas (MG), segue de portões abertos até esta quinta-feira (28) com expectativa de alcançar um marco histórico: movimentar cerca de R$ 1 bilhão em negócios. Entre os destaques da feira está o item mais caro à venda nesta edição: uma colheitadeira avaliada em R$ 1,2 milhão, que tem atraído a atenção de produtores e investidores.
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Apresentada como uma “mansão sobre rodas”, a máquina se tornou o objeto de desejo nos quase dois quilômetros de estandes do evento. Apesar do alto valor, já foram vendidas quatro unidades durante a feira.
De acordo com o presidente da Pinhalense, Reimar Coutinho de Andrade, o equipamento vai além da colheita. “É uma máquina que faz de tudo. E o mais importante é a máquina que colhe o café para o produtor e preserva a lavoura do produtor. Porque mais do que colher, o mais importante é ele preservar a safra dele para o próximo ano”, explicou.
Colheitadeira de R$ 1,2 milhão vira destaque na Expocafé e impulsiona negócios no Sul de Minas
Reprodução EPTV
Segundo ele, o sistema de vibração remove os grãos sem comprometer a planta, o que garante produtividade nas safras seguintes. “Ela tem um sistema de vibração próprio e específico que consegue tirar os grãos do pé de café, preservando a qualidade da lavoura”, afirmou.
A colheitadeira também foi projetada para atender às características do Sul de Minas, incluindo terrenos irregulares e áreas de montanha. “Colocamos um motor mais potente nessa máquina. Hoje, essa máquina aqui, a P1000, é a máquina que tem o motor mais potente de toda a categoria”, disse Andrade. “Aqui você tem mais potência, mais segurança, mais tecnologia envolvida.”
Outro ponto destacado é o conforto do operador. “Hoje nós temos que olhar para as pessoas. Eu sempre digo que o funcionário feliz, satisfeito, ele gera mais resultado”, completou.
Barter ganha força nas negociações
Além das vendas diretas e financiamentos, uma modalidade tem ganhado destaque na feira: o barter, sistema de troca em que o produtor usa sacas de café para adquirir insumos, implementos e até máquinas.
Barter ganha força nas negociações durante a Expocafé
Reprodução EPTV
A prática tem atraído produtores que possuem estoque da commodity e buscam alternativas para reduzir custos e evitar juros. “É a moeda de troca. Ele trabalha com o café, então consegue fazer o custo dele de produção com base no que está colhendo”, explicou o vice-presidente do conselho de administração da Cocatrel, Luiz Eduardo Vilela Rezende.
Segundo ele, a diversidade de formas de negociação contribui para a expectativa recorde de movimentação. “A expectativa nossa é muito grande. Mais de 20 mil participantes e a expectativa de negócios iniciados em torno de R$ 1 bilhão. Sendo recorde de presença, recorde de faturamento, recorde de negociações”, afirmou.
Colheitadeira de R$ 1,2 milhão vira destaque na Expocafé e impulsiona negócios
Rezende também destacou o papel da tecnologia no campo e o impacto direto na produtividade. “A gente percebe essa migração dessa tecnologia porque o campo está necessitando. Isso tudo traz redução de custo para o produtor rural, onde ele consegue um bom resultado.”
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