Polícia Civil indicia Deolane e mais seis pessoas em relatório complementar sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC


Polícia Civil concluiu o relatório complementar da Operação Vérnix, investigação que levou à prisão da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra
Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Civil de Presidente Venceslau, no interior paulista, concluiu o relatório complementar da Operação Vérnix, investigação que levou à prisão da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, em maio deste ano, e formalizou sete indiciamentos relacionados aos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A operação foi deflagrada no dia 21 de maio pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Presidente Venceslau (SP) e apura um suposto esquema de ocultação de patrimônio ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Segundo a Polícia Civil, o relatório complementar é resultado da primeira etapa de análise dos materiais recolhidos durante a operação. Foram apreendidos documentos, dispositivos eletrônicos, dinheiro em espécie, joias, relógios e veículos de alto valor financeiro.
As investigações apontaram novos elementos que, conforme a corporação, reforçam os indícios de autoria e a materialidade dos crimes investigados.
De acordo com a polícia, o grupo alvo da operação continuava em atividade no momento das prisões e estaria promovendo a reestruturação de empresas supostamente utilizadas para ocultar e dissimular patrimônio e recursos financeiros.
Os investigadores também identificaram indícios do uso de novas pessoas jurídicas, movimentações patrimoniais recentes e mecanismos alternativos para circulação de valores, incluindo operações com ativos virtuais.
Com base nas novas provas, a Polícia Civil formalizou sete indiciamentos, incluindo o de Deolane por lavagem de dinheiro e organização criminosa, apresentou representações complementares ao Poder Judiciário. Entre os pedidos estão o sequestro cautelar de veículos apreendidos durante a operação, a ampliação de bloqueios patrimoniais e a custódia judicial de joias e relógios localizados nas diligências.
Além da influenciadora, a Polícia Civil indiciou no relatório complementar:
Alejandro Herbas Camacho Júnior;
Eduardo Affonso Rodrigues, apontado como contador do grupo;
Everton de Souza;
Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho;
Marco Willians Herbas Camacho, o “Marcola”, apontado como chefe da facção criminosa;
Paloma Sanches Herbas Camacho.
Ainda segundo a corporação, informações também foram compartilhadas com a Polícia Federal após a identificação de indícios de possíveis crimes tributários.
As investigações seguem em andamento e a Polícia Civil informou que a análise dos materiais apreendidos continua sendo realizada de forma gradativa, podendo resultar em novas medidas e na identificação de outros envolvidos.
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Silêncio durante depoimento
Deolane Bezerra permanece em silêncio durante depoimento à polícia no interior de SP
Reprodução/redes sociais
Deolane preferiu permanecer em silêncio durante depoimento à Polícia Civil, no interior paulista, na quarta-feira (27), conforme apurado pela TV TEM.
Segundo a Polícia Civil, a influenciadora participou da oitiva acompanhada por uma das irmãs, que é advogada. No entanto, por orientação do advogado Aury Lopes Jr., Deolane optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório.
A polícia destacou que a oitiva da investigada é uma das etapas finais da investigação. As equipes agora trabalham na conclusão do caso e na elaboração do relatório que será encaminhado à Justiça.
Presa no interior de SP
Deolane Bezerra chega à Penitenciária Feminina de Tupi Paulista
Deolane foi presa durante a Operação Vérnix, deflagrada em 21 de maio, e que foi realizada em conjunto pela Central de Polícia Judiciária de Presidente Venceslau (SP) e o Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) – Núcleo de Presidente Prudente.
A prisão da advogada e influenciadora aconteceu em Barueri (SP), no endereço onde ela mora. O Fantástico mostrou o vídeo do momento em que os agentes entraram no imóvel.
Após a ação, ela foi levada à Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte da capital, e, posteriormente, transferida à unidade de Tupi Paulista, onde se encontra até o momento, em uma ala especial.
Segundo investigações do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo, Deolane atuava como “caixa do crime organizado” na estrutura da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Polícia Civil explicou que Deolane foi trazida para o interior porque o processo tem base em Presidente Venceslau, cidade de onde partiu o mandado de prisão preventiva.
De acordo com a investigação, valores do grupo criminoso eram depositados em contas ligadas à influenciadora e misturados a recursos de outras atividades antes de retornarem à organização, dificultando o rastreamento financeiro.
A defesa de Deolane alega que não há prova direta de conduta criminosa e divulgou uma carta, na qual a influenciadora afirma não ter ligação com a facção.
Deolane Bezerra chega a penitenciária de Tupi Paulista, na região oeste do estado
Aceituno Jr./TV TEM
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