
Operação ocorreu em draga localizada na Região Metropolitana de BH
Reprodução/TV Globo
Uma força-tarefa da Polícia Militar de Meio Ambiente e do Ibama resultou na prisão de um homem e na destruição de equipamentos usados em atividades de garimpo ilegal no Rio das Velhas, na altura das cidades de Nova Lima e Raposos cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A operação foi realizada após flagrantes mostrados em reportagem do MG2, que revelou a exploração irregular de ouro e os impactos ambientais causados ao principal rio da Grande BH.
As equipes se dividiram em cinco grupos e atuaram simultaneamente em diferentes pontos do Rio das Velhas, entre os municípios de Nova Lima, Raposos e Rio Acima. Policiais seguiram por estradas de terra e trilhas em áreas de mata fechada para cercar locais utilizados pelos garimpeiros.
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Durante a operação, máquinas e estruturas usadas na extração ilegal de ouro foram localizadas e destruídas. Parte dos equipamentos foi incendiada no local para impedir a continuidade da atividade criminosa.
A ação contou com o uso de drones para monitoramento aéreo e identificação de dragas utilizadas no leito do rio. Informações de inteligência também ajudaram a localizar um grupo que atuava em Raposos.
Três suspeitos conseguiram fugir, mas um homem foi preso. Segundo a polícia, ele tinha um mandado de prisão em aberto por envolvimento com garimpo ilegal no estado de Goiás e foi encaminhado à Polícia Federal.
De acordo com o tenente Bernardo Bax, do Batalhão de Polícia Militar de Meio Ambiente, os danos causados pela atividade vão além da exploração irregular de ouro e incluem poluição do rio e destruição de áreas protegidas.
“O óleo diesel utilizado no motor da draga escorre diretamente para o Rio das Velhas durante o funcionamento do equipamento, causando poluição. Além disso, verificamos um desmatamento de grandes proporções em área de preservação permanente”, afirmou o militar.
Segundo o tenente, os envolvidos podem responder por diversos crimes ambientais e federais.
“Há crimes de intervenção em área de preservação permanente, usurpação de bem da União e funcionamento de atividade potencialmente poluidora sem autorização dos órgãos ambientais”, completou Bernardo Bax.
Apesar da destruição dos equipamentos, os impactos ambientais provocados pelo garimpo ilegal permanecem visíveis em trechos do Rio das Velhas e da vegetação às margens do rio, áreas que agora deverão passar por avaliação dos órgãos ambientais.
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