
Jackson Pinto da Silva foi preso suspeito de matar Nilza Moura de Souza Antunes
Reprodução
Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, virou réu pelo assassinato da esposa Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, no início de maio, em Cuiabá. Conforme a decisão divulgada nesta sexta-feira (29), o acusado deve responder por feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime.
O g1 tenta localizar a defesa de Jackson Pinto da Silva.
A polícia encontrou a vítima enterrada no quintal de casa após Jackson procurar a delegacia para registrar o desaparecimento dela. Segundo a delegada Eliane Moraes, ao registrar a ocorrência, ele acabou confessando o crime.
De acordo com a perícia, Nilza foi surpreendida enquanto dormia e foi morta mediante asfixia mecânica.
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De acordo com o promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, após o feminicídio, o denunciado transportou o corpo até outro imóvel da vítima e, com o auxílio de maquinário contratado sob o pretexto de construção, enterrou o cadáver. Em seguida, ainda segundo a acusação, buscou dificultar a apuração dos fatos ao retirar equipamentos de armazenamento de imagens da casa e simular o desaparecimento.
O promotor de Justiça pede o prosseguimento da ação penal até o julgamento pelo Tribunal do Júri, além da fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados aos familiares da vítima.
Entenda o caso
O corpo de Nilza foi encontrado enterrado em um buraco de cerca de dois metros de profundidade, nos fundos de uma casa. Segundo a investigação, o casal não morava no local, mas a vítima era a proprietária do imóvel.
De acordo com a polícia, a área havia sido escavada anteriormente com o uso de uma retroescavadeira contratada pelo próprio suspeito. Depois, ele voltou a chamar o equipamento para cobrir e nivelar o terreno.
De acordo com o delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime foi premeditado.
“Ele mesmo disse que alugou uma máquina retroescavadeira com o argumento de fazer um poço. Depois que ele jogou a terra por cima do corpo, ele chamou novamente o maquinário para nivelar o terreno. Isso foi confirmado pelas pessoas que prestaram o serviço”, afirmou o delegado.
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