
O secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira
TV Globo/Reprodução
De acordo com o secretário de Economia do Distrito Federal, o acordo firmado nesta quinta-feira (28) para resolver a crise bilionária no Banco de Brasília (BRB) não vai alterar as medidas que já vinham sendo adotadas para resolver outro rombo — o dos cofres do próprio governo do DF (GDF).
Segundo Valdivino de Oliveira, o déficit de contas atual pode chegar a R$ 5 bilhões. Em entrevista à TV Globo nesta sexta-feira (29), ele também afirmou que várias áreas do DF já começaram o ano sem orçamento para cobrir as despesas.
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Segundo o secretário, há R$ 1,9 bilhão em dívidas já contabilizadas referentes aos anos de 2023, 2024 e 2025. Além disso, o governo ainda precisa arcar com despesas feitas sem previsão orçamentária nesse período, que não foram incluídas no cálculo e somam pelo menos mais R$ 2 bilhões.
“Então a soma disso leva a déficit acumulado de R$ 4 bilhões. O TCDF [Tribunal de Contas do DF] tem apontado que são R$ 5 bilhões, mas o TCDF tem mais informações que nós não temos, principalmente em relação a despesas não empenhadas”, afirmou Valdivino de Oliveira.
Só na área da mobilidade, o secretário calcula que o GDF deve às empresas de ônibus cerca de R$ 1,5 bilhões. “Mas não é só o transporte publico que tem deficiência de orçamento. Temos deficiência em muitas obras, na folha de pagamento”, disse.
Solução
De acordo com Valdivino, para ajustar as contas, o governo incluiu corte de contratos, especialmente de serviços, além da redução de gastos com shows e apoio a cultura, esporte e turismo.
A execução orçamentária também mudou. Agora, os órgãos do GDF têm que passar pelo crivo da economia para poder gastar.
O governo quer conseguir cortar R$ 2 bilhões de despesa e, por outro lado, aumentar a arrecadação em mais R$ 2 bilhões, principalmente com eficiência nas ações fiscais.
O secretário disse que as medidas vêm trazendo resultados: superávit foi de R$ 500 milhões em abril. E ele estima o mesmo resultado positivo em maio.
“Acredito que julho, agosto, mais tardar setembro podemos proclamar que o GDF já está adequado à Constituição Brasileira. Aí o governo fica normal”, afirmou.
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