
O julgamento do caso Henry Borel entra no sexto dia neste sábado (30). O caso está no II Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro. O juízo agendou a continuação para as 14h, após última sessão terminar às 04h20, interrompendo o depoimento de Leniel Borel, pai do menino.
Leiniel é a 13ª testemunha a ser ouvida, a última de acusação. A expectativa para o sexto dia é escutar testemunhas que possam apoiar versões das defesas de Jairinho e Monique.
Entre elas, contudo, há a babá do menino, Thayná Ferreira, que afirmou à polícia ter sido orientada a apagar mensagens e alterar versões por Monique em 2021.
Ao todo, 27 testemunhas serão ouvidas. Também se tem expectativa para escutar o pai de Jairinho, coronel Jairo, e a mãe de Monique, Rosângela Medeiros. O júri está entrando em reta final.
O depoimento de Leniel começou às 18h30 e foi marcado por relembrança de memórias finais com o filho, especialmente antes de devolvê-lo à mãe, Monique, pela última vez antes da morte. Segundo o depoimento, Henry afirmou para o pai que ela não era uma boa mãe e resistiu voltar para casa.
A juíza questionou essa versão, pois anteriormente Leiniel tinha dito que Monique era uma mãe zelosa. Ele respondeu que mudou de posição após tomar conhecimento de novas informações com familiares próximos.
Médicos descartaram acidente doméstico no quinto dia
Antes do pai de Henry, o médico-legista Luiz Carlos Leal Prestes foi ouvido, quando apontou que a causa da morte da criança foi espancamento, segundo provas técnicas. Ele enfatizou que Henry provavelmente sofreu antes de morrer e que acidente doméstico está totalmente descartado.
Corroborando com a hipótese, o segundo médico, Luiz Airton Saveedra de Paiva, também depôs. O destaque foi a afirmação de que Henry já entrou no hospital Barra D’Or em óbito.
Ele descreveu que as lesões “na cabeça foram três traumatismos em três locais diferentes. Ações essas que resultaram no descolamento do couro cabeludo da vítima. No tórax há sinais de contusão nos pulmões e de hemorragia retroaórtica e no abdômen, hemorragia peritoneal, o que foi a causa do óbito”.
Relembre o caso
Henry Borel, na época com 4 anos, foi levado pela mãe, Monique, e pelo padrasto, Jairinho, para um hospital da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, na madrugada de 8 de março de 2021, com manchas roxas em várias partes do corpo.
Imagens divulgadas posteriormente mostram o menino sendo carregado já sem vida no elevador do prédio em que Monique morava com Jairinho. Segundo o laudo de necropsia, Henry sofreu 23 lesões na madrugada em que morreu.
