40 km de praias quase desertas e piscinas de coral na maré baixa: a península baiana de acesso difícil que preserva o ar de vila de pescadores

40 km de praias quase desertas e piscinas de coral na maré baixa: a península baiana de acesso difícil que preserva o ar de vila de pescadores

Ruas de areia, coqueiros até a beira do mar e um silêncio raro no litoral brasileiro. Essa é a Península de Maraú, no sul da Bahia, uma faixa de terra com cerca de 40 km de praias entre o Oceano Atlântico e a Baía de Camamu. O acesso difícil, por barco ou estrada de chão, ajudou a preservar um dos trechos mais intocados da costa baiana.

Uma faixa de terra entre o oceano e a terceira maior baía do país

A geografia explica o cenário. De um lado, o mar aberto do Atlântico; do outro, as águas calmas da Baía de Camamu, classificada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) como a terceira maior baía do Brasil em volume de água, atrás apenas de Todos os Santos e Guanabara.

A baía é pontilhada de ilhas e cercada por manguezais e Mata Atlântica. No extremo sul fica o município de Maraú, na ponta da península, onde a vila de Barra Grande concentra a estrutura de turismo.

Maraú, Bahia // Créditos: depositphotos.com / aln2311

Taipu de Fora e as piscinas que viram aquário

O cartão-postal é a praia de Taipu de Fora, com mais de 7 km de extensão, coqueiros altos e recifes de corais. Na maré baixa, principalmente nas luas nova e cheia, formam-se grandes piscinas naturais de água cristalina, ideais para mergulho livre entre peixes coloridos.

A península reúne pouco mais de dez praias, quase todas ligadas pela mesma faixa de areia. Entre as mais procuradas estão Três Coqueiros, Bombaça, Cassange e Algodões, muitas delas desertas boa parte do ano.

Maraú, Bahia // Créditos: depositphotos.com / Junot

O que fazer em Barra Grande além das praias?

A vila combina mar, ilhas e passeios de barco a um ritmo tranquilo. Entre os principais programas, destacam-se:

  • Ponta do Mutá: extremo norte da península, com bares pé na areia e um dos pores do sol mais famosos da Bahia, sobre a baía.
  • Passeio pelas ilhas da Baía de Camamu: roteiro de barco com paradas na Ilha da Pedra Furada e na Ilha do Goió.
  • Cachoeira de Tremembé: queda d’água que deságua na baía, parada comum nos passeios de lancha.
  • Lagoa do Cassange: lagoa de água doce entre o mar e os coqueirais, boa para caiaque e stand up paddle.
  • Centrinho de Barra Grande: ruas de areia com lojinhas de artesanato, cafés e restaurantes ao anoitecer.

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Quando ir e como chegar à península?

O período de setembro a fevereiro costuma ser o mais indicado, com menos chuva e marés baixas que revelam as piscinas naturais. Entre março e abril, as chuvas castigam a estrada de terra, e o barco passa a ser a opção mais segura.

O acesso principal é pela cidade de Camamu, a cerca de 270 km de Salvador, de onde saem barcos e lanchas até Barra Grande. Por terra, a chegada exige enfrentar trechos de estrada de chão, melhor encarados com veículo 4×4 na época de chuva.

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Conheça a península que o tempo preservou

A Península de Maraú reúne praias desertas, piscinas de coral e o clima sereno de uma antiga vila de pescadores no sul da Bahia. Poucos destinos do país entregam mar cristalino e isolamento em doses tão generosas.

Vale enfrentar a travessia até Barra Grande e reservar alguns dias para sentir o ritmo lento dessa fatia preservada do litoral baiano.

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