
O sétimo dia do julgamento de Monique Medeiros e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, ou Jairinho, acusados pela morte do menino Henry Borel, foi retomado às 10h deste domingo (31) no II Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro.
A expectativa é pela continuidade dos depoimentos das testemunhas de defesa, após uma sessão marcada por relatos favoráveis a Monique e por acusações de que Jairinho teria orientado uma versão falsa sobre as circunstâncias da morte da criança. A audiência foi suspensa às 23h40 de sábado (30) e retomada na manhã deste domingo (31).
Entre as testemunhas de defesa aguardadas para depor está a babá Thayná Ferreira, que acompanhava a rotina de Henry. Ela convivia dentro do apartamento com Monique e o então padrasto, Jairo. Apesar de estar entre as testemunhas da defesa de Monique, ela possui um histórico de declarações que atingem a ré.
Em 2021, ela afirmou à Polícia Civil que havia sido orientada por Monique a apagar mensagens e sustentar uma versão que ocultasse suspeitas de agressões contra Henry. Posteriormente, a funcionária mudou o primeiro depoimento prestado aos investigadores e disse que mentiu por medo.
Jairo teria tentado manipular Monique a dar versão falsa
No sexto dia de julgamento, iniciado na tarde de sábado (30), o principal depoimento foi o do engenheiro Bryan Medeiros da Costa Silva, irmão de Monique.
Ele descreveu a ré como uma mãe dedicada e afirmou que a família passou a desconfiar de Jairinho após a divulgação dos laudos de necropsia de Henry. Segundo a testemunha, o ex-vereador teria tentado construir uma versão falsa dos fatos e orientado Monique a sustentar a hipótese de um acidente doméstico.
Ainda durante a sessão, o ex-colega de trabalho Ari Mamed declarou considerar Monique uma pessoa idônea e afirmou nunca ter presenciado comportamentos que a desabonassem como mãe.
Já Marcia Eduarda Andrade Vieira, responsável pela brinquedoteca do condomínio onde a família frequentava, disse que via Monique brincar e acompanhar o filho com frequência.
No quinto dia, Leniel Borel, pai da vítima e assistente de acusação, relatou que Henry resistiu voltar para casa da mãe a última vez que esteve com ele. Ele também afirmou que o menino respondeu que ela não era uma boa mãe.
