Caso Débora: Justiça condena réus após cinco dias de julgamento em Manaus


Caso Débora: Justiça condena réus após cinco dias de julgamento em Manaus
Marcus Phillipe/TJAM
A Justiça do Amazonas condenou, na madrugada desta segunda-feira (1º), Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva pelo assassinato da jovem grávida Débora da Silva Alves, de 18 anos, em Manaus. A decisão foi tomada após cinco dias de julgamento no Fórum Ministro Henoch Reis.
Débora desapareceu em julho de 2023 e foi encontrada morta dias depois em uma área de mata na Zona Leste de Manaus. Ela estava grávida e o bebê também morreu.
A condenação atendeu à denúncia apresentada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM). O julgamento teve atuação dos promotores de Justiça Timóteo Ágabo Pacheco de Almeida e André Epifânio Martins.
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Gil Romero Machado Batista foi condenado por homicídio qualificado, feminicídio, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver. A pena definida foi de 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão em regime fechado.
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Já José Nilson Azevedo da Silva foi condenado a 17 anos e 8 meses de prisão por homicídio qualificado por motivo torpe. Os jurados afastaram duas qualificadoras e a acusação de feminicídio contra ele.
Segundo a decisão, o juiz considerou que os crimes ficaram comprovados por meio de laudos periciais, certidão de óbito e relatórios da investigação. Também pesaram depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras de segurança, dados de rastreamento e as confissões prestadas pelos acusados à polícia.
Os dois acusados estavam presos preventivamente desde a época do crime e responderam ao processo por duplo homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver.
Relembre o caso
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Jucelio Paiva/Rede Amazônica
Débora da Silva Alves desapareceu no dia 29 de julho de 2023, após sair de casa para encontrar Gil Romero Machado Batista, apontado pela polícia como pai do bebê que ela esperava. Segundo as investigações, ele teria prometido entregar dinheiro para a compra do berço da criança.
O corpo da jovem foi encontrado no dia 3 de agosto daquele ano, em uma área de mata no bairro Mauazinho, Zona Leste de Manaus. Débora estava grávida de oito meses.
De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, a vítima foi asfixiada e teve o corpo queimado. A investigação aponta que o crime aconteceu dentro da área da Usina Termoelétrica Mauá 2.
Segundo denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM), Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora e não queria assumir a gravidez. A motivação do crime teria sido esconder a relação e evitar as consequências da gestação.
O Ministério Público afirma ainda que, após o crime, um dos condenados voltou ao local, retirou o feto do ventre do corpo da vítima e descartou o bebê em um rio e ateou fogo no cadáver de Débora na tentativa de ocultar provas.
José Nilson foi preso dias após o crime. Já Gil Romero fugiu para o município de Curuá, no Pará, onde foi localizado e preso em 8 de agosto de 2023, após uma operação das polícias civis do Amazonas e do Pará.
Gil Romero Machado Batista e Debora da Silva Alves
Reprodução
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