Advogado é preso suspeito de ajudar líderes do tráfico em Curitiba a manter vida de luxo em Maceió


Megaoperação com mais de 40 mandados mira tráfico e homicídios em Curitiba
Um advogado foi preso na manhã desta segunda-feira (1º), em Curitiba, suspeito de ajudar financeiramente uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas no bairro Parolin.
Segundo a Polícia Civil (PC-PR), ele movimentou cerca de R$ 273 mil para manter e bancar despesas dos líderes do grupo que moram em Maceió (AL). O nome do homem não foi divulgado pela polícia.
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A prisão aconteceu em um desdobramento da Operação Rajada, deflagrada em abril para desarticular uma organização investigada por tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, os líderes do grupo vivem na capital do estado de Alagoas e comandam o tráfico de drogas à distância no bairro Parolin, em Curitiba.
De acordo com a investigação, as suspeitas sobre o advogado surgiram durante o cumprimento dos mandados da primeira fase da operação.
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Como o advogado entrou na investigação
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Reprodução/RPC
Segundo o delegado Ricardo Casanova, os agentes encontraram, em Maceió, um cartão bancário usado pela esposa de um dos líderes do grupo que estava vinculado ao nome do advogado, além de documentos relacionados ao aluguel de um imóvel de alto padrão.
Ele é suspeito de realizar o repasse de R$ 96 mil, utilizados para o pagamento de um ano de aluguel do líder do grupo em um condomínio de luxo em Alagoas. A polícia descobriu que os pagamentos eram feitos por uma empresa que, segundo a investigação, era de fachada.
Ainda conforme a polícia, essa empresa funcionava no mesmo endereço do escritório do advogado e de um imóvel dele, na capital paranaense.
Além disso, a polícia identificou a movimentação de outros R$ 177,9 mil em transações envolvendo a empresa de fachada, operadores financeiros da organização criminosa e contas bancárias das esposas das lideranças do grupo.
A partir da análise de documentos e movimentações bancárias, os investigadores concluíram que o suspeito não atuava apenas como advogado dos integrantes da organização.
“Esse advogado, em vez de fazer apenas o trabalho de defesa, passou a integrar a organização criminosa. Ele passou a promover a organização criminosa. Identificamos ele como integrante da organização, ajudando e criando mecanismos para ocultar os valores que eram decorrentes da venda de drogas em Curitiba”, afirmou o delegado.
Durante a operação desta segunda-feira, os policiais apreenderam celulares, dinheiro em espécie e pedras que serão analisadas para verificar se têm valor comercial. Segundo a polícia, joias e pedras preciosas costumam ser usadas para lavagem de dinheiro.
Dinheiro financiava vida de luxo em Maceió
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PCPR
Segundo a investigação, o dinheiro enviado de Curitiba para Maceió era usado para manter o alto padrão de vida dos investigados. Como os líderes da organização não possuíam contas bancárias, os valores eram recebidos pelas esposas deles, que faziam pagamentos e administravam as despesas.
A polícia afirma que os gastos mensais das famílias envolvidas chegavam a cerca de R$ 70 mil, incluindo despesas com condomínio, cartões de crédito e mensalidades escolares.
“Eles tinham um padrão de vida muito elevado em Maceió. Identificamos gastos de aproximadamente R$ 70 mil por mês. O dinheiro vinha do tráfico de drogas em Curitiba”, disse o delegado.
Segundo a investigação, os líderes do grupo moram em condomínios de alto padrão e tem acesso a carros e moto aquática. A polícia afirma que o dinheiro do tráfico era enviado regularmente do Paraná para manter esse estilo de vida.
Operação Rajada
A Operação Rajada foi deflagrada em 24 de maio e teve como alvo uma organização criminosa suspeita de controlar o tráfico de drogas no bairro Parolin.
Além do tráfico de drogas, a organização também é investigada por homicídios em Curitiba e na Região Metropolitana.
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