
Escultura ‘A Baleia’, de Ângelo Venosa, é reinaugurada após restauração na praia do Leme
Dan Coelho/Divulgação
A escultura “A Baleia”, uma das obras de arte pública mais conhecidas da praia do Leme, na Zona Sul do Rio, foi entregue restaurada neste domingo (1º). A peça, criada pelo escultor Ângelo Venosa (1954–2022), passou por um processo de recuperação que incluiu remoção de pichações, tratamento contra corrosão e recomposição de partes danificadas.
A cerimônia de reinauguração reuniu familiares do artista, estudantes da rede municipal e representantes do Instituto Carioca Cidade Criativa (ICCC), responsável por viabilizar o restauro por meio do projeto RevivaRio Leme.
Antes da homenagem na orla, cerca de 70 alunos da Escola Municipal São Tomás de Aquino participaram de uma palestra sobre a trajetória de Venosa. O encontro foi conduzido pela professora e pesquisadora Bárbara Venosa, filha do artista, e contou também com a presença da viúva, Sara Venosa, e do neto, Lucas.
Instalada no canteiro central da praia do Leme desde 1990, a obra foi a primeira escultura pública de Ângelo Venosa, considerado um dos principais nomes da escultura contemporânea brasileira. Produzida em aço corten, a peça tem cerca de seis metros de altura, quatro metros de largura e pesa mais de 12 toneladas.
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Apesar de o artista afirmar que não pretendia representar uma baleia, o formato orgânico e a estrutura vazada fizeram com que a obra fosse apelidada pelos cariocas com o nome que se tornou popular ao longo das décadas.
Segundo o ICCC, a restauração incluiu lavagem completa da estrutura, retirada de pichações, eliminação de áreas corroídas e recuperação de trechos comprometidos pelo desgaste do tempo e pela ação do clima.
“Esse é um projeto que nos deixa muito orgulhosos, pois além de revitalizar mais um espaço público da cidade recupera a obra icônica de um grande artista”, afirmou Ana Luiza Piza, sócia-fundadora do instituto.
O projeto contou com patrocínio da Granado, do Instituto Yduqs/Estácio de Sá e do Supermercado Zona Sul, em uma parceria entre iniciativa privada e poder público.
Legado de Ângelo Venosa
Escultura ‘A Baleia’, de Ângelo Venosa, é reinaugurada após restauração na praia do Leme
Dan Coelho/Divulgação
Nascido em 1954, Ângelo Venosa foi um dos destaques da chamada Geração 80 nas artes plásticas brasileiras. Formado pela Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) e com passagem pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage, o artista construiu uma carreira marcada por esculturas que misturavam referências orgânicas e industriais.
Ao longo da trajetória, utilizou materiais como madeira, ferro, resina e ossos para criar obras que exploravam formas anatômicas e estruturas inspiradas na natureza.
Venosa participou de edições das Bienais de São Paulo e Veneza e teve trabalhos incorporados a instituições como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) e a Pinacoteca de São Paulo. Além de “A Baleia”, deixou outras obras espalhadas por espaços públicos brasileiros.
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