O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira, 1º de junho, em queda de 0,91%, aos 172.197,46 pontos, no menor patamar desde 21 de janeiro. O principal índice da B3 seguiu pressionado pelo ambiente externo mais cauteloso, em meio às idas e vindas nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
A piora do humor dos investidores ganhou força diante de novos sinais de ruptura no frágil diálogo diplomático, especialmente após a retomada de ofensivas de Israel no Líbano. Com isso, a bolsa brasileira acumulou a quinta sessão consecutiva de perdas, desta vez com queda mais intensa do que nos pregões anteriores.
Ao longo do dia, o índice oscilou entre a mínima de 171.792,82 pontos, quando chegou a recuar mais de 1%, e a máxima de 173.975,31 pontos, próxima ao nível de abertura, de 173.790,08 pontos.
O giro financeiro somou R$ 28,4 bilhões nesta primeira sessão de junho. Apesar da sequência negativa recente, o Ibovespa ainda acumula alta de 6,87% no ano.
Cenário externo pressiona ativos de risco
O desempenho negativo da bolsa refletiu a cautela global com o aumento das tensões geopolíticas. A instabilidade no Oriente Médio voltou a pesar sobre os mercados, especialmente pela incerteza em torno das negociações entre Washington e Teerã.
Nesse sentido, investidores passaram a reduzir exposição a ativos de risco, diante do risco de prolongamento do conflito e de impactos sobre commodities, inflação global e política monetária nas principais economias.
Por outro lado, o Ibovespa ainda se mantém em território positivo no acumulado de 2026, embora a sequência recente de quedas tenha reduzido parte dos ganhos registrados ao longo do ano.
O post Ibovespa volta a se preocupar com tensões entre EUA e Irã apareceu primeiro em BM&C NEWS.
