
Há quase 50 anos, homem mantém tradição de colecionar álbuns da Copa
Aos 55 anos, Edson Luis Franco revive a própria história ao folhear os álbuns de figurinhas da Copa do Mundo que coleciona desde a infância. O interesse começou aos 7 anos, mas foi aos 9 que ganhou o primeiro álbum marcante: um caderno de uma marca de chicletes com jogadores da Copa de 1978.
Natural de São Paulo (SP) e morador de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Edson mantém viva a paixão pelo colecionismo desde criança. Segundo ele, todos os álbuns das Copas do Mundo desde 1994, nos Estados Unidos, estão completos e conservados.
As páginas guardam lembranças de diferentes fases da vida, além do amor pelo futebol que atravessou décadas. Entre craques, seleções históricas e figurinhas raras, ele resume a experiência em uma palavra: “evolução”.
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Tradição estimulada pelo avô
O álbum da marca de chiclete se perdeu com o tempo, mas marcou o início da paixão de Edson pelas figurinhas.
Aos 22 anos, ele ganhou do avô, Lourenço Lori, o álbum da Copa do Mundo dos Estados Unidos. Mais do que um presente, o gesto trouxe de volta lembranças da infância.
Segundo Edson, foi o próprio avô quem escolheu, anos antes e quase sem dar opção, o time de coração do neto.
“Ele me induziu, assim como quando me deu a camisa, o short e o tênis do São Paulo quando eu ainda era criança”, relembrou entre risos.
Avô de Edson, Lourenço Lori
Reprodução/Redes Sociais
Naquela época, completar um álbum não era tarefa fácil. Embora as figurinhas não fossem tão caras, a vida adulta já trazia outras responsabilidades.
O dinheiro que sobrava quase sempre era usado em necessidades mais urgentes, e os pacotes de figurinhas acabavam ficando para depois.
Mesmo assim, Edson não desistiu. Comprava um pacote quando podia, trocava figurinhas repetidas e aproveitava as oportunidades para seguir completando o álbum.
O da Copa do Mundo de 1994 só ficou completo quatro meses após o fim do torneio.
“A admiração pelo esporte sempre me motivou a completar o álbum. Existe aquela competição de montar, trocar figurinhas e acompanhar tudo de perto. Sempre gostei disso. É uma paixão que tenho e que desperta ainda mais na época da Copa do Mundo”, contou.
Edson e família
Reprodução/Redes Sociais
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A cada quatro anos, Edson mantém o ritual de comprar e completar os álbuns da Copa do Mundo. Mais do que colecionar figurinhas, ele guarda lembranças de diferentes momentos da vida.
Em casa, a tradição já faz parte da rotina da família. Quando a Copa se aproxima, os parentes até cobram a compra de um novo álbum, como se o torneio não começasse de verdade sem ele espalhado pela sala.
Com o passar dos anos, a paixão que começou na infância ganhou outro significado. O hábito também se tornou uma forma de compartilhar momentos e carinho com as filhas Iana e Anahi.
Para Edson, os álbuns vão além de papel e cola. Eles ajudam a relembrar diferentes fases da vida. Segundo ele, abrir um pacote de figurinhas ainda desperta o mesmo entusiasmo que sentia quando era criança.
Coleção de Edson
Reprodução/Redes Sociais
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