
Um casal de Joinville (SC) foi alvo de operação da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) nesta terça-feira (2) por suspeita de lavar cerca de R$ 6 milhões de uma empresa de suplementos, por meio de empresas de fachada e pessoas usadas como “laranjas”.
O valor é parte de um total de mais de R$ 8 milhões desviados da empresa, anteriormente. A ação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva, sete de busca e apreensão e determinou o bloqueio dos valores, divididos entre duas empresas investigadas.
De acordo com a Polícia Civil, o casal teria recebido cerca de R$ 6 milhões do total desviado, e movimentado os valores por meio de empresas de fachada e da atuação de intermediários usados como “laranjas” para ocultar a origem.
A operação foi realizada em Joinville (SC) e Balneário Piçarras (SC) e é um desdobramento da “Supply Chain”, de outubro de 2025, que apura sobre um esquema de desvio de R$ 8.090.788,91 da empresa do setor de suplementos.
A investigação aponta ainda que o principal suspeito do esquema inicial, um ex-comprador da empresa, teria continuado a lavagem de dinheiro após a primeira fase da operação e escoado os R$ 6 milhões para o casal localizado em Joinville (SC).
A investigação é conduzida pela Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro (DLAV), da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC). Não foram divulgadas as identidades dos suspeitos nem o nome da empresa.
O que se sabe sobre o dinheiro desviado
A investigação da Polícia Civil aponta que o montante de R$ 8 milhões acabou sendo escoado para o casal de Joinville (SC), formando dois núcleos de lavagem e ocultação dos valores, entre aquisição de imóveis de luxo no litoral e outros bens. Entenda como funciona cada um:
“Núcleo” 1
- O ex-comprador da empresa.
- Principal investigado pelo desvio dos R$ 8,09 milhões.
- Teria continuado praticando lavagem de dinheiro após a primeira fase.
- Usava contas de terceiros, inclusive da esposa, apostas esportivas e imóveis.
“Núcleo” 2
- Um casal de Joinville (SC).
- Teria recebido cerca de R$ 6 milhões do total desviado.
- Ocultaria os valores por meio de empresas de fachada e laranjas.
Relembre a primeira etapa da operação
A primeira fase da Operação Supply Chain foi realizada em 29 de outubro de 2025 e investigou um esquema que teria desviado cerca de R$ 8 milhões de uma empresa do setor de suplementos em cerca de 18 dias entre julho e agosto de 2024.
Segundo a Polícia Civil, o principal suspeito é um ex-comprador da companhia, que teria usado notas fiscais falsas para autorizar pagamentos a empresas sem vínculo comercial nenhum com a corporação de suplementos.
Na época, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 13 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados.
De acordo com a investigação, os valores desviados teriam sido utilizados na aquisição de imóveis no litoral catarinense, como em Porto Belo (SC), Balneário Piçarras (SC) e Itapema (SC), além de terem sido ocultados por meio de apostas esportivas, contas de terceiros e da aquisição de outros bens de luxo.
Nesta primeira fase, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Londrina (PR), Itajaí (SC), Navegantes (SC), Tijucas (SC) e Camboriú (SC).
