A fortaleza brasileira sobre rodas que leva 11 militares, usa armas remotas e protege a tropa contra minas de campo

Em terrenos difíceis, atravessar rios, lama e áreas de risco pode definir o sucesso de uma operação militar. O Guarani é um blindado brasileiro de 18 toneladas, criado para levar tropas com mobilidade, armas remotas e proteção contra minas de campo.

Por que o Guarani virou uma fortaleza sobre rodas?

Desenvolvido pelo Exército Brasileiro em parceria com a Iveco Defence Vehicles, o Guarani é um veículo blindado de transporte de pessoal sobre rodas. Ele usa tração 6×6 e motor FPT Cursor 9 de 383 cv, alcançando até 110 km/h em rodovias.

O projeto também foi pensado para terrenos difíceis. Além de circular por areia, lama e terra batida, o blindado tem capacidade anfíbia, com duas hélices traseiras acionadas por sistema hidráulico, permitindo navegação a cerca de 10 km/h.

O canal Arquivo Militar Blindados, com 37 mil inscritos, preparou um vídeo detalhado sobre o sistema de proteção do Guarani. O conteúdo mostra como o blindado combina mobilidade, segurança e operação em campo:

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Como o blindado protege a tropa contra minas de campo?

O Guarani usa blindagem modular em aço balístico nacional, produzido pela Usiminas, com possibilidade de receber kits adicionais conforme o nível de ameaça. O casco em formato de V foi criado para dispersar a onda de choque em explosões sob o veículo.

Segundo materiais técnicos do Exército Brasileiro, o veículo resiste a minas de até 6 kg de explosivo. A estrutura elevada em relação ao solo aumenta o caminho de dissipação da energia e reduz o impacto sobre a tripulação.

Outro ponto importante são os bancos suspensos presos ao teto. Em caso de explosão, o assoalho pode deformar para absorver energia, enquanto os assentos reduzem a transferência direta do impacto para a coluna dos militares.

Ilustração mostra casco em V, bancos suspensos e blindagem interna do Guarani

Quais armas remotas equipam o Guarani?

O Guarani combina transporte de tropas com capacidade de combate. Um dos principais sistemas é a estação REMAX, sigla para Reparo de Metralhadora Automatizado X, desenvolvida pelo CTEx e pela ARES.

A estação é giroestabilizada e operada de dentro do blindado, por joystick e visor. Ela pode receber metralhadoras de 7,62 mm ou .50, com mira diurna e termal, permitindo engajar alvos sem que o atirador exponha o corpo pela escotilha.

Quais números explicam a força do blindado contra minas de campo?

O conjunto técnico do Guarani mostra por que o veículo se tornou uma das principais apostas da infantaria mecanizada. Ele reúne peso, velocidade, capacidade anfíbia, transporte de tropa e proteção contra minas de campo em uma mesma plataforma.

A tabela abaixo resume as principais especificações do VBTP-MR Guarani:

Característica Especificação
Peso 18 toneladas, com possibilidade de kits adicionais
Motor FPT Cursor 9, 383 cv
Velocidade máxima 110 km/h em rodovias
Capacidade anfíbia Até 10 km/h na água, com hélices traseiras
Capacidade de tropa 11 militares, incluindo motorista, atirador e combatentes
Proteção antimina Casco em V, bancos suspensos e resistência a até 6 kg de explosivo
Sistema de armas Estação REMAX com metralhadora 7,62 mm ou .50

Qual é a vantagem de levar 11 militares protegidos?

O Guarani transporta até 11 pessoas, incluindo motorista, atirador e 9 combatentes. O espaço interno foi pensado para levar tropas com equipamentos individuais, portas traseiras, escotilhas e proteção contra ameaças comuns em áreas de operação.

Para a infantaria, isso significa entrar em campo com mais mobilidade e maior segurança. O atirador pode apoiar o desembarque com tiro preciso, inclusive à noite ou em baixa visibilidade, enquanto a tropa permanece protegida dentro da viatura até o momento de agir.

Alguns diferenciais estratégicos do Guarani incluem:

  • Mobilidade tática, com capacidade de cruzar rios e áreas alagadas sem apoio externo
  • Sobrevivência da tropa, com casco em V, bancos suspensos e proteção contra explosões
  • Armas remotas, com estação REMAX operada de dentro do blindado
  • Versatilidade operacional, em patrulhamento de fronteira, operações de paz e apoio à população
  • Indústria nacional, com desenvolvimento associado à tecnologia brasileira e autonomia estratégica
Comboio de blindados Guarani cruza estrada de terra em exercício de fronteira

Como o Guarani se tornou peça central da infantaria mecanizada?

O Guarani substitui o antigo Urutu e eleva o padrão de mobilidade, proteção e poder de resposta das tropas. Com mais de 600 unidades entregues até o momento, já é a principal viatura blindada de transporte de pessoal do Exército Brasileiro.

O plano de longo prazo prevê a aquisição de mais de 2.000 veículos. De acordo com o Ministério da Defesa, a entrega do Guarani 300 marcou um ponto importante na parceria com a Iveco.

O blindado que muda a segurança da tropa no terreno

A força do Guarani está na soma de soluções práticas. Motor potente, tração 6×6, casco anfíbio, armas remotas e proteção contra minas de campo fazem dele uma viatura preparada para cenários muito diferentes.

Mais do que transportar soldados, o blindado cria uma camada de segurança entre a tropa e o terreno hostil. Para a infantaria brasileira, essa combinação permite atuar em áreas antes mais difíceis, com mais proteção, mobilidade e capacidade de resposta.

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