
Mulher é torturada e mantida em cárcere privado em São José do Rio Preto
O homem de 40 anos que estuprou, torturou, quebrou o nariz e o cotovelo, cortou os cabelos e manteve a namorada, de 29, em cárcere privado por quatro dias, foi condenado a quase 30 anos de prisão em São José do Rio Preto (SP). A sentença foi emitida no dia 13 de maio.
Geisson Gil Leiras foi condenado pelos crimes de cárcere privado qualificado, registro não autorizado da intimidade sexual, estupro em continuidade delitiva, divulgação de cena de sexo e tortura qualificada.
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A pena deve ser cumprida em 28 anos de prisão em regime inicial fechado, além de 1 ano e 2 meses em regime semiaberto. Ele também foi condenado a pagar indenização equivalente a dez salários mínimos por danos morais à vítima.
Os crimes ocorreram entre os dias 14 e 20 de agosto de 2025, no bairro Parque Residencial Lealdade e Amizade. A mulher, que mora em Ibirá (SP), foi levada pelo namorado para Rio Preto no dia 14 daquele mês, após ele alugar uma casa na cidade.
Mesmo depois de episódios anteriores de violência doméstica, a vítima, que tinha medida protetiva, foi convencida pelo condenado a reatar o relacionamento ao acreditar na mudança de comportamento.
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A vítima revelou que o suspeito iniciou a violência após imaginar que tinha sido traído por ela. A mulher foi trancada em casa e começou a ser agredida violentamente, com pedaços de madeira e objetos da casa.
Na sessão de tortura, o suspeito ainda cortou o cabelo da mulher e provocou uma fratura exposta no cotovelo dela e no nariz. As investigações apontaram ainda que o condenado registrou imagens íntimas da mulher sem autorização e divulgou parte do material.
O condenado já estava preso preventivamente durante a tramitação do processo. A Justiça determinou que ele não poderá recorrer da sentença em liberdade.
Geisson Gil Leiras foi preso suspeito de torturar e agredir a namorada em Rio Preto (SP)
Arquivo pessoal e Reprodução/Gazeta do Interior
Caso descoberto após dias de tortura
O caso só foi descoberto após vários dias de agressões. No dia 18 de agosto, depois de quatro dias, segundo o relato da mulher à polícia, o suspeito saiu de casa e somente retornou no dia 20. Ao ver o estado de saúde da namorada, que não estava conseguindo andar, o suspeito acionou o pai dela e pediu ajuda.
Quando ligou para pedir socorro, conforme o delegado, o suspeito disse para o pai que a vítima estava traindo ele e tinha apanhado da mulher do amante.
O pai, então, resgatou a mulher e a levou para Santa Casa de Ibirá (SP). Devido à gravidade dos ferimentos, a vítima foi transferida para o Hospital de Base de São José do Rio Preto, passou por uma cirurgia e recebeu alta após cinco dias internada, em 25 de agosto.
Mulher é agredida e mantida em cárcere privado em São José do Rio Preto (SP)
Reprodução/Gazeta do Interior
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