
Obra de reconstrução da passarela que desabou na Torquato Tapajós.
Márcio Melo/Seminf
O trânsito na avenida Torquato Tapajós, em Manaus, será parcialmente bloqueado entre quinta-feira (4) e sexta-feira (5) por causa das obras da passarela Santos Dumont. As interdições começam às 18h e seguem até 5h da manhã seguinte. Um sentido da via será fechado por vez, com operação de contrafluxo implantada pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).
A nova estrutura substitui a passarela que desabou em 6 de julho de 2024, depois de ser atingida por uma carreta que transportava três maquinários pesados.
A Prefeitura de Manaus informou que nesta etapa será feita a concretagem do tabuleiro — parte superior da passarela por onde passam os pedestres. O processo garante resistência ao uso diário, protege a estrutura de aço contra corrosão e distribui o peso de forma equilibrada.
Durante a interdição, a plataforma Santos Dumont ficará desativada e linhas de ônibus terão mudanças temporárias de trajeto.
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As linhas 011, 302, 305, 306, 315, 319, 320, 321, 324, 330, 340, 356, 415, 430, 443, 444, 448, 454, 455, 500, 550, 560, 640 e A316 vão operar em desvio nos dois sentidos da avenida, utilizando o contrafluxo próximo à estação Santos Dumont.
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As linhas alimentadoras A208, A307, A210, A326, A626 e A025 vão atender apenas até a estação Arena (E2), sem paradas em outros pontos.
O IMMU também vai disponibilizar cinco ônibus extras para reforçar o atendimento durante o período da intervenção.
Reconstrução da passarela
Em fevereiro deste ano, o então prefeito David Almeida (Avante) anunciou a retomada da reconstrução da passarela com recursos da Prefeitura de Manaus, enquanto o município aguarda indenização dos responsáveis pelo acidente.
“Ali foi um problema que a gente estava com a empresa que derrubou [a passarela] que precisava indenizar a seguradora, e isso demanda tempo. Então, decidimos fazer a obra com recursos da prefeitura para que, posteriormente, a empresa nos indenize”, explicou.
O anúncio aconteceu depois de a prefeitura informar ao Ministério Público do Amazonas (MPAM), em resposta a um pedido feito no dia 20 de janeiro, que não poderia contratar uma empresa para a reconstrução naquele momento. À época, o diretor de engenharia da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), Tabajara Júnior, afirmou que a obra não avançou devido ao encerramento da execução orçamentária, financeira e contábil de 2025.
