Um obelisco marca o centro exato da América do Sul: a capital fundada por bandeirantes em busca de ouro e cercada por três biomas

Um obelisco marca o centro exato da América do Sul: a capital fundada por bandeirantes em busca de ouro e cercada por três biomas

No coração do Brasil, um obelisco aponta o ponto onde o continente se equilibra. Essa é Cuiabá, capital de Mato Grosso, conhecida como o centro geodésico da América do Sul. Nascida de uma corrida pelo ouro no século 18, a cidade é hoje a porta de entrada para o Pantanal e a Chapada dos Guimarães, num cruzamento raro de biomas e histórias.

O ponto onde a América do Sul se equilibra

A marca registrada da cidade está em uma praça central. O Centro Geodésico da América do Sul, ponto considerado equidistante entre os oceanos Atlântico e Pacífico, foi calculado pelo Marechal Rondon no início do século 20 e é marcado por um obelisco na Praça Pascoal Moreira Cabral.

O símbolo é tão forte que virou a identidade oficial do turismo local. Em 2004, o Centro Geodésico foi eleito a marca turística de Cuiabá por votação popular, segundo a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Cuiabá, Mato Grosso // Créditos: Wikipedia

A cidade que o ouro fez nascer

A origem está na cobiça pelo metal. Em 8 de abril de 1719, o bandeirante Pascoal Moreira Cabral assinou a ata de fundação às margens do rio Coxipó, após a descoberta de ouro na região, segundo a Prefeitura de Cuiabá.

O crescimento foi rápido. Em 1º de janeiro de 1727, o povoado virou a Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, e o ciclo do ouro atraiu gente de todo o país, deixando marcas no centro histórico que sobrevivem até hoje.

Cuiabá, Mato Grosso // Créditos: Wikipedia

A porta de entrada do Pantanal e da Chapada

A posição transformou a capital em base de viagens. Cuiabá é a porta de entrada para o Pantanal e a Chapada dos Guimarães, segundo a Agência Gov, com acesso a três biomas a partir da cidade.

A Chapada fica a poucos quilômetros, com clima mais ameno e cachoeiras. O Pantanal Norte começa em Poconé, onde nasce a Transpantaneira, e no período da seca se torna um dos melhores lugares do mundo para observar a fauna selvagem.

O que fazer em Cuiabá?

A capital combina história colonial, parques urbanos e gastronomia ribeirinha. Entre os principais pontos, destacam-se:

  • Centro Geodésico da América do Sul: o obelisco e o marco no coração do continente, principal cartão-postal da cidade.
  • Parque Mãe Bonifácia: maior parque urbano da capital, com trilhas sombreadas e pequenos animais soltos.
  • Orla do Porto: bairro histórico à beira do rio, conhecido pelos restaurantes de peixe e pelo fim de tarde.
  • Sesc Arsenal: centro cultural em prédio histórico, com cinema, música e exposições.
  • Gastronomia regional: pratos como mojica de pintado, pacu assado e o doce furrundu, marcas da cozinha cuiabana.

Quem deseja planejar a viagem perfeita para o coração do Centro-Oeste, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Viajantes de Estação em Estação • S2Station, que conta com mais de 50 mil visualizações.

No conteúdo, o canal mostra um roteiro completo apresentando 15 pontos turísticos de tirar o fôlego — incluindo o Centro Geodésico da América do Sul, casarões históricos, museus interativos, parques urbanos com mirantes, igrejas imponentes e dicas da deliciosa gastronomia local em Cuiabá, Mato Grosso.

Quando é a melhor época para visitar?

A estação seca, de maio a setembro, é a mais indicada, com chuvas escassas que facilitam os passeios ao Pantanal e à Chapada. É a melhor janela para observar animais e fazer trilhas sem lama.

O calor é constante o ano inteiro, marca de uma das capitais mais quentes do país. Na estação chuvosa, entre outubro e abril, a paisagem fica mais verde e as cachoeiras, mais cheias.

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Conheça a capital no coração do continente

Cuiabá reúne a história do ouro, a força da cultura ribeirinha e o acesso raro a três biomas no centro da América do Sul. Poucas capitais entregam tanta natureza e tradição a tão poucos quilômetros de distância.

Vale conhecer Cuiabá, fotografar o marco no meio do continente e usar a cidade como porta de entrada para o Pantanal.

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