
A Casa Real da Noruega anunciou nesta sexta-feira (5) que a princesa herdeira Mette-Marit, de 52 anos, foi incluída na lista de espera para um transplante de pulmão. Segundo comunicado oficial, a decisão foi tomada após exames médicos apontarem a progressão de sua doença pulmonar crônica, considerada grave.
De acordo com o professor de medicina Are Holm, especialista em doenças respiratórias do Hospital Universitário de Oslo, a princesa está apta a receber o órgão assim que um doador compatível for encontrado.
“A progressão da doença pulmonar da princesa herdeira é grave. Após uma avaliação médica completa, ela foi incluída na lista de espera para transplante de pulmão assim que um doador compatível estiver disponível”, informou o médico.
Durante o período de preparação para a cirurgia e recuperação, Mette-Marit ficará afastada dos compromissos oficiais. A situação também provocará mudanças na agenda do príncipe herdeiro Haakon e dos filhos do casal, a princesa Ingrid Alexandra e o príncipe Sverre Magnus.
A celebração das bodas de prata de Haakon e Mette-Marit, prevista para agosto deste ano, foi adiada. A princesa também não participará de uma visita oficial programada para setembro.
Segundo a Casa Real, Haakon reduzirá viagens nacionais e internacionais para permanecer ao lado da esposa antes e depois da operação. Por esse motivo, ele também não comparecerá às comemorações dos 50 anos de casamento do rei e da rainha da Suécia, marcadas para 13 de junho, em Estocolmo.
A princesa Ingrid Alexandra retornou à Noruega e cursará o próximo semestre na Universidade de Oslo como intercambista, enquanto o príncipe Sverre Magnus pretende iniciar seus estudos na Europa, mantendo disponibilidade para retornar ao país sempre que necessário.
Entenda a doença pulmonar de Mette-Marit
Mette-Marit revelou em 2018 que foi diagnosticada com fibrose pulmonar crônica, uma doença que causa cicatrizes nos pulmões e compromete progressivamente a capacidade respiratória. Embora o avanço da condição varie entre os pacientes, não existe cura definitiva para a enfermidade.

A fibrose pulmonar provoca o endurecimento e o espessamento do tecido pulmonar, dificultando a passagem de oxigênio para a corrente sanguínea. Entre os sintomas mais comuns estão falta de ar, inicialmente durante esforços físicos e, em estágios mais avançados, até mesmo em repouso, além de tosse seca persistente, fadiga, perda de peso involuntária e sensação constante de cansaço.
Com a progressão da doença, atividades simples do dia a dia podem se tornar mais difíceis. Alguns pacientes também apresentam dores musculares, desconforto no peito e alterações nas extremidades dos dedos, conhecidas como baqueteamento digital.
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As causas da fibrose pulmonar podem variar. Em alguns casos, ela está associada à exposição prolongada a substâncias tóxicas, doenças autoimunes ou efeitos colaterais de medicamentos. Em outros, como ocorre na fibrose pulmonar idiopática, a origem exata permanece desconhecida.
Nos últimos anos, a princesa precisou reduzir compromissos oficiais em diversas ocasiões devido ao agravamento do quadro. O transplante de pulmão é considerado uma alternativa para pacientes com doença avançada, quando os tratamentos disponíveis já não conseguem conter a progressão da insuficiência respiratória.
Embora medicamentos possam ajudar a retardar a evolução da doença e aliviar sintomas, o transplante pode representar a melhor opção para aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida em casos mais graves.
