Indígena desaparece após viagem de barco no Rio Araguaia, e família pede ajuda: ‘Achar nosso parente com vida’


Buscas entram no sexto dia com apoio de drones e cães farejadores
Divulgação/CBMMT
O indígena Tales Karajá está desaparecido há seis dias no Rio Araguaia. Segundo familiares, Tales é morador da Terra Indígena Xambioá, no Tocantins, e foi visto pela última vez na segunda-feira (1º), após sair em uma embarcação com destino a Luciara (MT).
As buscas são realizadas por parentes do indígena e por uma equipe do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, na região da Ilha do Bananal. A embarcação de Tales foi localizada ainda na terça-feira (2), às margens do Rio Araguaia, com o motor acoplado e sem combustível.
Os Bombeiros encontraram vestígios de pegadas em ilhas da região, indicando que o indígena pode ter se movimentado por terra em direção à Ilha do Bananal, no Tocantins.
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Segundo os parentes, a vítima possui um histórico de crises convulsivas, o que levanta a suspeita de que ele possa ter caído na água ou sofrido uma crise.
Em entrevista ao g1, o tio da vítima, Edimilson Karajá, expressou o desespero da família e a urgência de reforços nas buscas. Ele destacou que os voluntários e parentes estão exaustos devido às condições extremas da região.
“Nós precisamos de helicóptero, precisamos de bombeiro, equipe total, equipe toda, para que nós possamos achar nosso parente com vida. Isso é o objetivo da gente. Nós estamos como voluntário e parente, um pouco desgastados pela distância, pelos locais de difícil acesso. Nós tá pedindo socorro”, desabafou Edimilson.
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Segundo o tio, a base das buscas voluntárias está na Aldeia Racoti, em Lagoa da Confusão (TO), mas a falta de equipamentos adequados dificulta o progresso. “Mesmo os agentes não tão com equipamento apropriado. Queremos muito que o poder público do Tocantins nos ajude”, reforçou.
O g1 pediu posicionamento para aos Bombeiros do Tocantins, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
Operação de resgate
De acordo com o CBMMT, a operação de busca percorreu cerca de 450 quilômetros do Rio Araguaia. O trabalho foi intensificado com o uso de tecnologias e equipes especializadas com cães farejadores, drones e o apoio institucional da Funai.
De acordo com as autoridades, as buscas continuam sendo realizadas no rio e em áreas adjacentes, mas até o momento não há novas pistas.
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