
Os peruanos vão às urnas neste domingo (7) para decidir quem comandará o país pelos próximos cinco anos. A disputa do segundo turno coloca frente a frente a direitista Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, e o esquerdista Roberto Sánchez, aliado político e ex-ministro do ex-presidente Pedro Castillo.
A eleição acontece em meio a um cenário de forte instabilidade política. Nos últimos dez anos, o Peru teve nove presidentes, em uma sequência marcada por crises institucionais, disputas entre Executivo e Congresso, denúncias de corrupção e aumento da insegurança pública.
Keiko Fujimori tenta chegar à Presidência pela quarta vez consecutiva. A candidata liderou o primeiro turno com pouco mais de 17% dos votos e aposta em um discurso de combate ao crime, estabilidade econômica e incentivo ao investimento privado. Apesar de seguir como uma das figuras mais conhecidas da política peruana, ela ainda enfrenta elevada rejeição por causa da associação ao legado controverso de seu pai.
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Do outro lado está Roberto Sánchez, que obteve cerca de 12% dos votos na primeira rodada. Ex-ministro do governo de Pedro Castillo, ele defende maior participação do Estado na economia, mudanças constitucionais e políticas voltadas às regiões mais pobres do país, especialmente no interior peruano.
Pesquisas divulgadas na semana anterior à votação indicavam uma disputa apertada, com vantagem numérica dentro da margem de erro para Keiko Fujimori e um grande número de eleitores indecisos ou dispostos a votar em branco.
Analistas avaliam que o resultado será decisivo para definir os rumos do Peru após uma década de instabilidade política e crescente descrença da população nas instituições do país.
