
Fachada de prédio destruída em um subúrbio de Beirute, no Líbano, após bombardeio de Israel na região, em 7 de junho de 2026.
Mohamed Azakir/ Reuters
Após os ataques israelenses à capital do Líbano, Beirute, o Irã lançou uma série de mísseis em direção ao território israelense neste domingo (7).
“Uma nova saraivada de mísseis foi lançada contra o Estado de Israel. Uma nova saraivada de mísseis foi lançada contra o Estado de Israel. As Forças de Defesa de Israel reiteram e enfatizam a proibição de publicar ou compartilhar imagens e localizações dos impactos”, diz uma mensagem de Israel postada no Telegram.
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Até o momento, não há registros de que algum dos projéteis tenha atingido o solo. Imagens nas redes sociais mostram interceptações do sistema Domo de Ferro nos céus controlados por Israel.
O gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, disse que contra-atacará a retaliação do Irã.
Bases dos EUA se tornam alvos
O ataque israelense, que rompeu uma trégua no Líbano, atingiu prédios em um subúrbio de Beirute que Israel disse abrigar terroristas do Hezbollah que planejavam um ataque.
O Irã disse que as 19 bases que os EUA têm no Oriente Médio voltaram a ser “alvos legítimos” — os EUA têm bases militares em países da região como Emirados Árabes Unidos, Omã, Arábia Saudita, Iraque e Egito (veja no mapa abaixo). A ameaça também foi estendida a ativos israelenses na região .
O anúncio foi feito pelo principal negociador do Irã nas conversas com os EUA, Mohammad Qalibaf, que também é presidente do Parlamento iraniano e uma das figuras centrais de poder no país.
“Eles não estão comprometidos com um cessar-fogo nem acreditam no diálogo e, por meio do bloqueio naval e da violação dos acordos relativos ao Líbano, demonstraram que só entendem a linguagem do poder”, disse Qalibaf em uma publicação em suas redes sociais.
Mapa mostra as bases militares dos EUA no Oriente Médio.
Kayan Albertin/Arte g1
Desafio a Trump
Marcelo Lins analisa pressão de Trump a Netanyahu para cessar-fogo no Líbano
O ataque de Israel ao Líbano também foi um desafio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que garantiu na semana passada que Israel não voltaria a bombardear o Líbano. As desavenças entre os aliados EUA e Israel por conta do Líbano geraram inclusive uma discussão entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
O presidente dos EUA confirmou ter chamado Netanayhu de “completamente louco” por conta dos ataques de Israel no Líbano e criticou as incursões.
Trump se referia aos constantes ataques que Israel tem feito ao vizinho Líbano em meio ao cessar-fogo em vigor no conflito do Oriente Médio. O Paquistão, que media as negociações, e o Irã insistem em que o Líbano estava contemplado na trégua, enquanto EUA e Israel insistem que apenas ataques em território iraniano e nos países do Golfo Pérsico.
Além disso, na semana passada, o presidente norte-americano afirmou que Israel e o grupo terrorista Hezbollah concordaram em fazer uma trégua nos ataques no Líbano e no norte do território israelense. Israel luta no Líbano contra o Hezbollah, o grupo terrorista libanês que é financiado pelo Irã e faz constantes ataques no norte de Israel.
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