Dividido, STF tem decisões polêmicas pela frente com poder de influenciar o ano eleitoral e o inquérito do Master


Dividido, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem decisões polêmicas pela frente nesta reta final de semestre.
Essas decisões podem aprofundar essa divisão, ter influência na política em ano eleitoral e determinar a força do ministro André Mendonça no comando do inquérito do Banco Master.
Esses temas que envolvem, por exemplo, a prisão de parentes do banqueiro Daniel Vorcaro e mudanças na Lei da Ficha Limpa, podem, por outro lado, melhorar a imagem desgastada do STF (entenda mais abaixo).
Agora no g1
Prisão de Henrique e Felipe Vorcaro: o ministro Gilmar Mendes precisa devolver para julgamento a liminar de André Mendonça que determinou a prisão do pai e do primo de Daniel Vorcaro. A expectativa no STF é se o resultado dará mais força ao relator ou pode gerar um empate, caso Nunes Marques e Gilmar Mendes votem contra a prisão dos dois, o que teria reflexos em novas decisões de André Mendonça no inquérito do Master.
Mudanças na Lei da Ficha Limpa: Gilmar Mendes também pediu vista no julgamento da ação contra a lei aprovada no Congresso que beneficia políticos que, hoje, estão inelegíveis; entre eles, Eduardo Cunha e José Roberto Arruda.
Futuro da eleição no Rio: o STF pode decidir antes do recesso como fica a eleição no Rio de Janeiro, depois de o TSE ter confirmado a inelegibilidade de Cláudio Castro, mas ter reconhecido sua renúncia; fica a dúvida, o Rio precisa ter uma eleição direta ou indireta, mas tudo leva a crer que vai ficar tudo como está, com o desembargador Ricardo Couto ficando no governo até o final do ano.
André Mendonça no STF
Victor Piemonte/STF
Além desses itens, outro assunto que gera tensão dentro do STF é a delação premiada do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que entra numa semana decisiva.
A Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República (PGR) devem dar resposta nesta semana se aceitam ou não a nova proposta de delação de Daniel Vorcaro, depois de a primeira ter sido rejeitada.
Os advogados de Vorcaro dizem que entenderam o recado e mandaram o seu cliente aprofundar nas revelações, o que deve incluir por que e como ele decidiu financiar o filme “Dark Horse”.
A depender do que for dito, pode ter influência direta na campanha presidencial, atingindo o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
Entre bolsonaristas, há uma expectativa que Daniel Vorcaro também conte sobre suas relações com o PT da Bahia e nomes de ex-assessores de Lula contratados pelo banqueiro, como Guido Mantega e Ricardo Lewandowski.
Enquanto isso, investigadores continuam pressionando Daniel Vorcaro a contar mais e fazer adendos à sua segunda versão de colaboração premiada.
Seguem dizendo que ele não está contando tudo que sabe e precisa, se quiser mesmo um acordo, realmente colaborar.
Em Brasília, o mundo da política continua torcendo para que a colaboração premiada seja recusada.
Adicionar aos favoritos o Link permanente.