
Áudio mostra conversa entre PTK e chefe do Comando Vermelho sobre apoio político em AL
O influenciador e pré-candidato Patrick de Almeida Silva, conhecido como “PTK”, teve um pedido de habeas corpus preventivo negado pela Justiça de Alagoas após alegar sofrer perseguição política e temer uma prisão forjada em 2024.
Em documento obtido pelo g1, Patrick afirmou que vinha sofrendo ameaças e que temia ter armas ou drogas “plantadas” em sua residência para prejudicar sua carreira política. Segundo ele, as supostas intimidações estariam relacionadas à pré-candidatura e à atuação em projetos sociais em Maceió.
O g1 tentou contato com a defesa do influenciador e, até a última atualização desta reportagem, não havia obtido resposta.
O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) se manifestou contra o pedido. No parecer, a promotora Amélia Adriana de Carvalho Campelo afirmou que não havia investigação em curso nem ameaça concreta de prisão contra Patrick que justificasse a concessão do habeas corpus preventivo.
O MP argumentou ainda que o recurso não pode ser usado com base apenas em “suposições” ou “temor genérico” de uma possível prisão futura.
No documento, o órgão também confirmou que Patrick registrou um boletim de ocorrência relatando ameaças. Ele foi orientado a comparecer à delegacia para apresentar mais informações, como imagens de câmeras e identificação dos suspeitos.
À reportagem, o Ministério Público informou que o juiz acolheu os argumentos da promotoria e negou o pedido. Segundo o órgão, não houve recurso da defesa, e o processo foi arquivado.
Posteriormente, Patrick “PTK” foi preso durante uma operação contra integrantes do Comando Vermelho em Alagoas.
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Quem é PTK
Patrick Almeida, o PTK, preso durante operação contra facção Comando Vermelho em Alagoas
Reprodução/Redes sociais
Influenciador digital, empresário e pré-candidato a deputado federal por Alagoas, Patrick de Almeida Silva ganhou visibilidade nas redes sociais ao abordar pautas relacionadas a comunidades periféricas e a motociclistas por aplicativo.
Ex-morador da Vila Brejal, no bairro do Vergel do Lago, em Maceió, ele é responsável pelo projeto “Respeita os Motoboys”. A iniciativa implantou pontos de apoio para a categoria em bairros da capital e em Arapiraca.
Com mais de 180 mil seguidores em uma rede social, PTK publica conteúdos sobre encontros com motociclistas, reivindicações por melhorias em comunidades e ações sociais.
A operação
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Patrick foi preso durante uma operação da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) contra integrantes do Comando Vermelho. Segundo a pasta, além dele, outros oito suspeitos foram detidos.
A ação cumpriu 51 mandados judiciais expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, sendo 21 de prisão e 30 de busca e apreensão, além de medidas cautelares. As prisões aconteceram em Maceió, Marechal Deodoro e no Rio de Janeiro.
Com PTK, a polícia apreendeu R$ 20 mil em espécie, dois celulares, dois anéis de ouro e um pendrive.
De acordo com as investigações, o influenciador teria sido “escalado” pelo chefe do Comando Vermelho em Alagoas, conhecido como Nem Catenga, para disputar uma vaga de vereador em Maceió nas eleições de 2024. A candidatura, no entanto, não foi aprovada.
Atualmente, PTK se apresenta nas redes sociais como pré-candidato a deputado federal.
