Ataque dos EUA ao Irã eleva tensão a dois dias da Copa do Mundo

Tensão no Oriente MédioImagem gerada por IA

A dois dias do início da Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11), os Estados Unidos lançaram ataques “fortes e poderosos” contra o Irã, segundo classificou o presidente Donald Trump, se referindo à ofensiva na noite desta terça-feira (8).

O bombardeio teria atingido reservatórios de água ao sul iraniano.

Pouco depois das declarações de Trump o CENTCOM (Comando Central dos EUA) confirmou que suas forças começaram a lançar ataques de “autodefesa” contra o Irã às 18h (horário de Brasília), em resposta à queda de um helicóptero Apache do Exército norte-americano, enquanto patrulhava o Estreito de Ormuz. 

A retomada do conflito se dá em meio a mais uma tentativa de acordo; os países atualmente estão com um acordo de cessar-fogo em vigor.

Explosões e desabastecimento de água

A agência de notícias iraniana Fars relatou explosões em áreas do leste da província de Hormozgan, com destruição de pelo menos dois reservatórios de água, interrompendo o abastecimento.

Também foram registrados ataques na ilha de Qeshm, em Ormuz, e nas cidades de Bandar Abbas, Sirik, Kohstak e Minab, no sul do país, segundo a Al Jazeera.

A extensão e a intensidade dos ataques dos Estados Unidos ainda não ficaram imediatamente claras, embora a publicação do Comando Central os tenha descrito como uma “resposta proporcional à agressão injustificada do Irã”.

Ainda segundo as agências, o Irã ativou sua defesa antiaérea e ameaça retaliar com bombardeios contra alvos estadunidenses no Oriente Médio.

“Saiam da nossa região se quiserem estar seguros”, postou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. “Apesar das derrotas no campo de batalha, os EUA optaram por testar nossa determinação. Nossas poderosas Forças Armadas não deixarão nenhum ataque ou ameaça sem resposta”, complementou.

Escalada da guerra

A escalada de tensões agrava a isonomia e a logística da equipe do Irã durante o Mundial nos Estados Unidos, que tem data marcada para começar, nesta quinta, com cerimônia no Estádio Azteca, no México, onde também o clima é tenso, por conta de uma onda de protestos.

Para evitar atritos e problemas de permanência em solo norte-americano, a delegação iraniana está baseada no México e os atletas possuem vistos restritos, que exigem viagens constantes aos Estados Unidos.

O clima ficou tenso já no desembarque, com os jogadores da seleção iraniana chamando a atenção da mídia internacional com broches em homenagem às vítimas de um bombardeio à escola em Minab, no sul do Irã. A maior parte das vítimas era de crianças.

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