PM que atropelou e matou mulher tem pena por homicídio aumentada no Acre


Policial militar Alan Melo Martins responde por homicídio e tentativa de homicídio após atropelar casal no AC
Arquivo pessoal
O policial militar Alan Melo Martins, condenado por atropelar e matar Silvinha Pereira da Silva em frente a um supermercado, em maio de 2019 em Rio Branco, teve a pena aumentada por uma decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) publicada nesta quarta-feira (10) no Diário da Justiça.
Em fevereiro deste ano, Martins foi sentenciado a seis anos, dois meses e 13 dias de reclusão pelos crimes de homicídio consumado e homicídio tentado. A nova pena foi fixada em 17 anos, dois meses e seis dias em regime fechado.
O g1 entrou em contato com a defesa dele e aguarda retorno. Ainda cabe recurso da decisão.
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PM que atropelou e matou mulher é condenado a mais de 6 anos de prisão por homicídio no AC
Martins foi pronunciado em 2021 pela Justiça para responder por homicídio qualificado, em razão da morte de Silvinha, além de tentativa de homicídio contra o marido dela, José da Silva, que também ficou ferido no acidente.
Outra modificação feita pelos desembargadores foi a definição do valor de indenização a ser paga pelo réu, que não havia sido feita no primeiro grau: R$ 25 mil.
Relembre o caso
Silvinha Pereira da Silva foi morta em 2019 em Rio Branco
Reprodução
O atropelamento ocorreu na Estrada Dias Martins, uma das vias mais movimentadas da capital. Silvinha estava em uma motocicleta com o marido, quando foi atingida pelo carro conduzido pelo policial militar. Os três ficaram feridos e foram levados ao pronto-socorro, mas a mulher não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.
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José da Silva sobreviveu, mas sofreu ferimentos graves. Por esse motivo, o policial responde também por tentativa de homicídio. Na época, o viúvo disse que o PM estava em alta velocidade.
A versão, inclusive, consta na denúncia apresentada pelo MP-AC. Um laudo pericial apontou que o veículo estaria a cerca de 130 km/h em um trecho onde a velocidade máxima permitida era de 40 km/h.
Ainda conforme o processo, testemunhas relataram que o policial havia consumido 30 garrafas de bebida alcoólica antes de dirigir, mas a defesa negou essa versão.
Condenação anterior
Alan já enfrentou um outro júri popular. Ele foi um dos réus no julgamento do assassinato de Maria Cauane, de 11 anos, Gleiton Silva Borges e Edmilson Fernandes da Silva Sales, durante uma operação do Bope em Rio Branco, em 2018.
Em dezembro de 2024, ele e os demais acusados foram absolvidos. Em outubro do ano passado, a Justiça manteve a decisão.
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