O dólar encerrou a sessão desta quarta-feira (10) praticamente estável frente ao real, em um dia marcado pela ausência de gatilhos mais fortes e pela cautela dos investidores diante de dados de inflação nos Estados Unidos e do noticiário geopolítico. A moeda norte-americana registrou leve queda de 0,12%, a R$ 5,1723.
No acumulado do ano, a divisa passa a apresentar desvalorização de 5,77% frente ao real. Já no mercado futuro, o contrato para julho — o mais negociado na B3 — recuava 0,15%, aos R$ 5,1955 no fim da tarde.
Inflação nos EUA reforça cenário de juros elevados
No cenário internacional, os investidores repercutiram os dados do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos. Em maio, o indicador avançou 0,5% na base mensal, após alta de 0,6% em abril, enquanto no acumulado de 12 meses registrou elevação de 4,2%, em linha com as projeções do mercado.
Apesar de não trazer surpresas, o dado reforça a percepção de que a inflação segue pressionada, o que tende a manter o Federal Reserve em uma postura mais restritiva por mais tempo. Nesse sentido, o ambiente continua desafiador para ativos de risco e para moedas de países emergentes.
Oriente Médio segue no radar dos investidores
Além dos dados econômicos, o cenário geopolítico voltou a influenciar o comportamento do câmbio. As tensões entre Estados Unidos e Irã ganharam novo capítulo após relatos de ataques recentes na região do Estreito de Ormuz, elevando a aversão ao risco nos mercados globais.
Embora haja expectativa de que um eventual acordo entre os países possa trazer alívio, a falta de avanços concretos mantém os investidores cautelosos, o que limita movimentos mais expressivos no câmbio.
Cenário doméstico também entra no radar
No Brasil, o ambiente político também foi monitorado pelos agentes financeiros. Pesquisa recente indicou mudanças no cenário eleitoral, o que contribuiu para a leitura de risco local, embora sem impacto direto relevante sobre o câmbio nesta sessão.
Com isso, o dólar permaneceu próximo da estabilidade, refletindo um equilíbrio entre fatores externos — como inflação e geopolítica — e o pano de fundo doméstico, ainda acompanhado de perto pelos investidores.
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