
Quase duas horas após uma nova onda de ataques dos Estados Unidos contra o Irã, na noite desta quarta-feira (10), pelo segundo dia consecutivo, o alto comando militar conjunto do país anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, impedindo o trânsito de navios incluindo petroleiros e navios comerciais.
Ainda segundo comunicado os iranianos, as embarcações que tentarem passar serão bombardeadas e que duas delas que estavam violando os bloqueios já teriam sido atacadas nesta noite.
O Estreito de Ormuz tem grande importância estratégica e econômica, especialmente, porque é rota dos navios petroleiros que coletam petróleo de vários portos do Golfo Pérsico.
Pouco antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à rede de TV Fox News que “caças americanos estavam operando nos céus do Irã”.
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Trump disse também que conversou com autoridades iranianas nesta quarta, que supostamente “teriam pedido para que os bombardeios parassem”. Segundo o presidente, Israel não estava envolvido na missão e não descartou novas ações militares no país.
Apesar das declarações, Teerã negou ter conversado com o governo norte-americano e uma agência de notícias semioficial iraniana Tasnim afirmou que toda “agressão americana será respondida com uma resposta militar decisiva e não com chantagem diplomática”.
Ataques consecutivos
A segunda onda de bombardeios dos Estados Unidos contra o território iraniano foi anunciada pelo Comando Central do Exército (Centcom) norte-americano, que justificou ação alegando que os novos ataques eram “uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã”.
Uma autoridade norte-americana afirmou ao site Axios que todos os alvos atingidos estão no sul do Irã e incluem sistemas de defesa aérea, radares e unidades de comando e controle de drones.
A imprensa também relatou que os sistemas de defesa aérea em Asaluyeh foram ativados, mas acrescentou que nenhum ataque inimigo ocorreu até o momento em um importante centro energético que abriga refinarias e complexos petroquímicos.
Asaluyeh é uma cidade portuária na província de Bushehr, no sul do Irã, situada na costa norte do Golfo Pérsico.
Mais cedo, o Irã também havia prometido uma “resposta dura” contra alvos norte-americanos e que uma nova escalada do conflito não se restringiria apenas ao Oriente Médio.
A frágil trégua, que havia sido estabelecida entre os dois países com o anúncio de cessa-fogo em abril, foi quebrada nesta terça, quando, alegando retaliar o ataque a um helicóptero norte-americano no Estreito de Ormuz, os Estados Unidos lançaram mísseis no território iraniano.
