
Quem sai de Poços de Caldas em direção ao Vale do Paraíba e segue viagem sem pressa encontra uma estrada que muda de rosto várias vezes antes de terminar. A BR-459 começa no Sul de Minas cercada por cidades conhecidas pela produção agrícola. Mais adiante, cruza uma das regiões mais tecnológicas do estado. Depois sobe a Serra da Mantiqueira, passa perto de alguns dos cenários mais conhecidos da montanha mineira e termina em Lorena, já no interior de São Paulo, às margens da Via Dutra.
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São cerca de 240 quilômetros de percurso. Não é uma das maiores rodovias federais do país. Nem está entre as mais famosas. Ainda assim, poucos caminhos concentram atividades tão diferentes ao longo do trajeto. A estrada nasce em Poços de Caldas e segue por municípios como Caldas, Ipuiúna, Congonhal e Pouso Alegre. É ali que encontra a Fernão Dias, a BR-381, ligação importante e, por que não?, histórica, entre São Paulo e Belo Horizonte. O cruzamento ajuda a explicar a necessidade da 459.
O caminho da estrada
Boa parte de quem produz, transporta ou distribui mercadorias na região depende dessa conexão para alcançar outros mercados. A viagem continua. Depois de Pouso Alegre aparecem Santa Rita do Sapucaí e Itajubá. As duas cidades ajudaram a transformar o Sul de Minas em uma referência nacional para empresas de tecnologia, pesquisa e inovação.
Santa Rita ganhou o apelido de Vale da Eletrônica. Itajubá se consolidou como um dos principais polos universitários do interior mineiro. A BR-459 está no meio dessa engrenagem.

É por ela que circulam estudantes, trabalhadores, equipamentos industriais e caminhões que abastecem empresas instaladas na região. Mas basta seguir viagem para o cenário mudar outra vez.
As áreas urbanas começam a ficar para trás. A paisagem passa a ser dominada por montanhas, mata preservada e curvas que acompanham o relevo da Mantiqueira.
É nesse trecho que muitos motoristas diminuem a velocidade não por causa do trânsito, mas para observar a paisagem.
Na região de Piquete, já em São Paulo, fica um dos acessos ao Pico dos Marins. Com mais de 2,4 mil metros de altitude, ele é considerado um dos pontos mais conhecidos do montanhismo brasileiro.
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Quem frequenta a região conhece bem a BR-459. É por ela que passam turistas, trilheiros e visitantes que seguem em direção às montanhas.
Depois da serra, a estrada muda pela última vez. As curvas dão lugar às retas do Vale do Paraíba.

Em Lorena, a rodovia atravessa uma área marcada pela presença de indústrias, centros logísticos e instituições de ensino. Pelo caminho estão empresas conhecidas da região e a Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo (USP).
Poucos quilômetros adiante surge o encontro com a Rodovia Presidente Dutra. Ali termina oficialmente a BR-459.
Nem tudo são flores…
A estrada carrega também uma história de altos e baixos. No início dos anos 2000, alguns de seus trechos ficaram conhecidos pelas condições precárias de conservação. Buracos, problemas de sinalização e dificuldades para ultrapassagem eram reclamações frequentes de quem precisava cruzar a Mantiqueira.
Ao longo dos anos, diferentes segmentos receberam obras e melhorias. A rodovia mudou bastante desde então. O que não mudou foi sua função. Todos os dias, a BR-459 continua servindo como uma ponte entre duas regiões que ajudam a movimentar a economia do Sudeste. Atualmente, a via é administrada pela EPR Sul de Minas.
Uma estrada que começa entre montanhas mineiras e termina em uma das principais portas de entrada do interior paulista.
