Mãe denuncia estupro de menina de 4 anos dentro de clube social do Palmeiras, em SP; associado é suspenso


O caso aconteceu na tarde de quarta-feira (10) na Rua Palestra Itália, 214, e foi registrado como estupro de vulnerável.
Reprodução
A Polícia Civil investiga a denúncia de estupro de uma menina de 4 anos dentro do clube social do Palmeiras, em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo. O caso aconteceu na tarde de quarta-feira (10) e foi registrado como estupro de vulnerável.
Em nota, o Palmeiras informou que a presidente do clube, Leila Pereira, determinou a suspensão imediata do associado apontado como suspeito e que colabora com as investigações (leia mais abaixo).
A defesa do homem de 74 anos apontado como suspeito não foi localizada pelo g1 até a última atualização da reportagem. O suspeito também não havia sido apresentado à polícia até a última atualização.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, a mãe da criança afirmou que estava acompanhando os filhos nas dependências do clube quando perdeu a menina de vista por alguns minutos. Pouco depois, a criança reapareceu vindo da direção dos banheiros e disse que havia estado no banheiro masculino.
Agora no g1
A mulher contou à polícia que estranhou o comportamento da filha porque, ao ser questionada sobre onde estava, a menina respondeu que aquilo era um “segredo”. Após insistir, a mãe levou a criança para um local mais reservado e voltou a perguntar o que havia acontecido.
De acordo com o relato registrado no boletim, a menina então afirmou: “o vovô colocou a mão lá”.
Ainda segundo a mãe, o homem apontado como suspeito é um frequentador antigo do clube, conhecido dela por acompanhar o neto em atividades esportivas. No depoimento, ela relatou que ele costumava se aproximar da criança e que, naquele dia, permaneceu perto dela oferecendo pipoca.
Já em casa, durante o banho da filha, a mulher disse ter percebido a presença de secreção na região íntima da menina, algo que considerou incomum. Ela voltou a conversar com a criança, acionou familiares e decidiu procurar a polícia.
O boletim informa ainda que, ao retornar ao clube, a mãe foi informada por funcionários da segurança de que imagens do sistema de monitoramento mostravam a menina entrando no banheiro masculino e permanecendo no local por aproximadamente 15 segundos.
A criança foi encaminhada para exame de corpo de delito e atendimento especializado.
Em nota, o Palmeiras informou que a presidente do clube, Leila Pereira, determinou a suspensão imediata do associado apontado como suspeito e que colabora com as investigações (leia mais abaixo).
O que diz a polícia
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a mãe da vítima prestou depoimento na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e que a investigação foi encaminhada para a 3ª DDM, responsável pela área onde ocorreu o fato.
“A mãe da vítima, uma menor de 4 anos, prestou depoimento relatando os fatos na 4ª DDM (Norte) e também acionou a Polícia Militar. Foi requisitado exame do IML para a menor e diligências estão em andamento para localizar o autor pela 3ª DDM (Oeste) – responsável pela área dos fatos”, afirmou a SSP.
A defesa do suspeito não foi localizada pela reportagem até a última atualização.
Palmeiras suspende associado
Em nota, o Palmeiras informou que foi procurado pela mãe da criança na noite de quarta-feira e que prestou atendimento imediato à família.
Segundo o clube, a menina foi examinada por um médico do Palmeiras e um advogado da instituição acompanhou mãe e filha até a Delegacia de Defesa da Mulher para o registro da ocorrência.
O clube afirmou ainda que iniciou uma apuração interna, analisou imagens do sistema de monitoramento e encaminhou todo o material à Polícia Civil.
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, determinou a suspensão imediata do associado apontado como suspeito.
Leia a nota na íntegra:
“Na noite de quarta-feira (10), uma associada procurou a administração do Palmeiras para relatar um caso de abuso sexual cometido contra sua filha, possivelmente nas dependências do clube social.
Após acolher a mãe e a criança, que foi atendida por um médico do Palmeiras, a administração designou que um dos advogados do clube as acompanhasse até a Delegacia de Defesa da Mulher para o registro da ocorrência.
Prontamente, iniciou-se um trabalho de apuração interna por meio da análise das imagens do sistema de monitoramento – inclusive, todo o material já foi separado e enviado à polícia.
Assim que foi informada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou a imediata suspensão de um associado suspeito de envolvimento no caso; se ficar comprovada a autoria ou participação dele neste crime abominável, ele será expulso do quadro associativo, sem prejuízo das demais medidas punitivas cabíveis.
O Palmeiras repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e não medirá esforços para que os fatos sejam rapidamente esclarecidos.”
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