
Pela terceira vez na história, a Copa do Mundo começou no México: 80 mil torcedores estiveram nesta quinta-feira (11) no Estádio Azteca, um templo do futebol. Os donos da casa ganharam. A seleção mexicana estreou com vitória: 2 a 0 sobre a África do Sul. Quem acompanhou tudo de perto foi o repórter André Gallindo.
“Esta quinta-feira, dia 11 de junho de 2026, foi muito aguardada. Eu diria que desde o apito final da decisão do Catar, entre Argentina e França. Porque hoje marcaria o início de um torneio inédito, com 48 seleções, 104 jogos, três países envolvidos. E o que a gente viu aqui, testemunhou no Estádio Azteca, justificou toda essa expectativa. Um público em êxtase. Um show de abertura que contemplou os continentes envolvidos na partida inicial: teve latinidade, dez atrações. Teve a colombiana Shakira ao lado no nigeriano Burna Boy. Juntos, eles cantaram ‘Dai dai’, a música oficial do torneio”, conta o repórter André Gallindo.
O México vai receber, ao todo, dez partidas. Uma já foi. Faltam mais quatro no Estádio Azteca, quatro em Monterrey e quatro em Guadalajara. Apesar de ser uma pequena parte do total de 104 jogos, é como se os mexicanos estivessem dizendo ao mundo: “Esta edição pode até ser em três países, mas a Copa do Mundo é nossa”.
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Shakira e Burna Boy deram as boas-vindas na cerimônia de abertura da Copa do Mundo
Jornal Nacional/ Reprodução
Descrever o sentimento dos jogadores mexicanos pode ser um exercício de imaginação. Mas, observando as imagens, a gente é até capaz de arriscar. A terceira abertura de Copa em um lugar quase sagrado: Azteca. Nenhum estádio do planeta recebeu mais partidas em Mundiais.
México e África do Sul entraram em campo para o 20º jogo. Os sul-africanos tinham a dimensão do tempo e do espaço. Pela primeira vez na história das Copas, titulares e reservas das duas seleções perfilados na hora dos hinos.
Na Casa das Copas, um pulmão brasileiro deu início à maior edição da história. O árbitro brasileiro nem reparou que de um lado havia mais gente. Era como se 80 mil se juntassem aos 11 em campo. Uma vantagem que empurrou o time para frente.
Na saída de bola, Sithole foi pressionado por Erik Lira. O México tomou a bola e Quiñones aproveitou. O primeiro gol da Copa do Mundo de 2026 saiu dos pés de quem foi acolhido por este país. Quiñones nasceu na Colômbia. Nesta quinta-feira (11), marcou o nome na história mexicana.
Quiñones, do México, marcou o primeiro gol da Copa do Mundo de 2026
Jornal Nacional/ Reprodução
A abertura da Copa ainda reservava dois momentos especiais: para um veterano e para um adolescente prodígio do México. O jogador mais jovem desta edição, Gilberto Mora, estreou aos 17 anos. E Raúl Jiménez, aos 35 anos e no quarto Mundial da carreira, fez o primeiro gol dele em Copas: 2 a 0 com emoção. Wilton Pereira Sampaio ainda expulsou três jogadores na partida.
O México abriu com vitória o grupo A – que ainda tem Coreia do Sul e República Tcheca, que jogam na noite desta quinta-feira (11) – com a bênção do templo dos Mundiais.
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