Casamento cancelado e união às escondidas: a improvável história do casal que se conheceu durante uma missão religiosa


Marcos e Priscila Sessa moram em Juiz de Fora e vão completar 20 anos de união
Arquivo pessoal
Prestes a completar 20 anos de casamento, Marcos e Priscila Sessa relembram uma história de amor que começou de forma improvável durante missão religiosa no Maranhão. Na época, ela tinha casamento marcado com outro homem, mas decidiu cancelar a cerimônia 15 dias antes para viver o romance com Marcos.
A conexão entre os dois foi imediata e logo se transformou em paixão, como relembra Marcos.
“Fui para o Maranhão dedicar um ano da minha vida ao trabalho comunitário. Foi nessa igreja que conheci a Priscila, que tinha casamento marcado. Nos aproximamos e, aos poucos, nos apaixonamos. A gente foi se conhecendo, ficando cada vez mais envolvido e, mesmo faltando 15 dias para o casamento dela, ela se encheu de coragem e rompeu o compromisso”.
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A mudança de rumo foi rápida. Pouco depois de cancelar o casamento, Priscila recebeu um novo pedido, desta vez de Marcos.
“Um dia depois, começamos a namorar e, depois de quatro meses de namoro, em meio a uma conversa descontraída, começamos a falar de casamento, no princípio quase como uma brincadeira. Falamos ‘eu me casaria com você amanhã se não fosse domingo. Mas se quiser na segunda a gente se casa’”.
A proposta feita em tom de brincadeira acabou saindo do papel, e o casal decidiu oficializar a união no dia 1º de junho de 2007.
“Sabendo que precisaríamos de duas testemunhas no cartório, decidimos convidar um casal de amigos nossos e eles prontamente compraram nossa ideia. Nos casamos no Fórum de São Luís, apenas na presença deles e da juíza. Fomos embora logo após, cada um pra sua casa e assim ficamos quase um mês, até que fomos “descobertos” pela família dela”.
Marcos e Priscila se casaram com um casal de amigos como testemunas em São Luís
Arquivo pessoal
Apartamento emprestado e mudanças de cidade
Marcos e Priscila passaram a morar na casa dos pais dela, em São Luís. Tempos depois, mudaram-se para um apartamento emprestado pelo cunhado.
“Diante das dificuldades, decidimos que seria melhor construirmos nossa vida na minha cidade, no Rio de Janeiro, que teria mais oportunidades. O início foi muito difícil financeiramente, mas aos poucos fomos nos estabelecendo. A Priscila passou no concurso da Policia Civil do Rio e, ao mesmo tempo, consegui um excelente emprego em uma multinacional”, contou Marcos.
Após cinco anos juntos, eles tiveram Miguel, hoje com 14 anos. Dois anos depois, nasceu Luiza. Há quase 10 anos, a família mora em Juiz de Fora.
Marcos, Priscila e os filhos Miguel e Luiza
Arquivo pessoal
“Decidimos sair do Rio e viemos morar em Juiz de Fora, uma cidade que nos acolheu e que aprendemos a amar. Assim como no início, continuam as dificuldades, mas também continuam a fé, a esperança e o amor”.
Segundo Marcos, a confiança mútua é o principal alicerce da união. “Ela me disse uma vez que o que chamou a atenção dela foi quando conversávamos, ainda como amigos, eu falava dos meus sonhos e ela, curiosamente, se via lá. Ela percebeu que nossos sonhos eram parecidos”, relembrou.
“Muitas pessoas ao nosso redor, inclusive alguns familiares, achavam que seria algo passageiro. Mas estamos aqui há 19 anos juntos e cheios de amor, fé e esperança, como sempre foi. Tivemos fé, muito amor e vontade de fazer dar certo. Hoje seguimos como carta viva de que se houver amor, fé e vontade verdadeira qualquer um pode”.
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