
Mulher presa em Londres por suspeita de matar homem em Fortaleza é absolvida.
Alex Costa/TJCE.
A esteticista Ariane Bandeira Feitosa, de 35 anos, foi absolvida pelo Tribunal do Júri da acusação de homicídio, que vitimou um homem com quem ela teve um encontro romântico em março de 2020, em Fortaleza. Ariane, uma mulher trans, vivia em Londres, na Inglaterra, onde foi presa em 2022 em uma operação policial com participação da Interpol.
O julgamento aconteceu em 15 de abril na 4ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza, mas o resultado foi divulgado somente nesta sexta-feira (12) pela defesa de Ariane. Ela participou do julgamento por videochamada, direto da capital britânica.
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A morte do homem ocorreu em 12 de março de 2022, no bairro Bonsucesso, na capital cearense. De acordo com a defesa de Ariane, a esteticista já vivia em Londres e estava em Fortaleza para passar uma temporada com a família. No dia da ocorrência, ela teve um encontro com Daniel da Costa Barros, de 28 anos, que morreu após passar mal.
Ao perceber que ele passava mal, Ariane acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia. Ela chegou a ser presa em flagrante, mas foi solta em audiência de custódia. Mais tarde, a Perícia Forense afirmou que o homem morreu por asfixia mecânica, e o Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou Ariane por homicídio qualificado.
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Após a denúncia por homicídio qualificado, foi emitido um mandado de prisão preventiva contra Ariane, que foi cumprido em Londres, onde ela vivia, em uma operação com a Polícia Civil do Ceará (PCCE), a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), a Polícia Federal (PF) e a Polícia Metropolitana de Londres.
A denúncia de homicídio foi submetido ao Tribunal do Júri, onde os jurados concluíram que não havia comprovação de que a Ariane matou Daniel. Consta nos autos que Daniel teria ingerido um inseticida chamado Metomil, que provocou convulsões, circunstância que teria causado a fratura do osso hioide (abaixo da mandíbula), o que causou sua asfixia e, por consequência, a morte.
A defesa de Ariane, realizada pelos advogados Paulo Quezado e Pedro Aquino, também destacou que, de acordo com os laudos periciais, não havia sinais de violência no pescoço do homem, assim como não havia qualquer material genético de Ariane sob as unhas da vítima (como costuma ocorrer em casos em que há violência).
No julgamento, o próprio Ministério Público do Ceará, autor da denúncia de homicídio contra Ariane, manifestou-se pela absolvição da ré. Com base no veredicto dos jurados, a Justiça julgou improcedente a acusação e absolveu Ariane.
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