
Justiça obriga retomada parcial dos ônibus de Limeira após trabalhadores iniciarem greve
Os trabalhadores do transporte público de Limeira (SP) decidiram encerrar a greve no fim da tarde desta sexta-feira (12).
A Justiça do Trabalho de Limeira (SP) determinou, no início da tarde desta sexta-feira (12), a retomada parcial do transporte público da cidade após trabalhadores entrarem em greve. A categoria cobra reajuste salarial de 10% no salário e de 20% nos benefícios — entenda abaixo.
A decisão determinou que 70% dos trabalhadores de cada função do transporte público devem continuar trabalhando nos horários de pico (das 5h às 8h e das 17h às 19h). Fora dos horários de pico, deve ser mantido 50% dos trabalhadores em atividade.
De acordo com a decisão do juiz Wilton Borba Canicoba, se a ordem não for cumprida, haverá uma multa diária de R$ 5 mil por trabalhador que descumprir. Essa multa será cobrada do sindicato responsável.
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Trabalhadores em greve em Limeira (SP)
Gustavo Nolasco/EPTV
Os motoristas do transporte urbano de Limeira entraram em greve na manhã desta sexta-feira (12). Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano de Limeira (SINDTTRUL) Alex Aparecido de Oliveira, 100 ônibus estão parados e não havia previsão de retorno.
Na terça-feira (9), o sindicato havia declarado “estado de greve”. A medida visava intensificar um possível consenso com a empresa SOU Limeira. Caso contrário, a categoria iniciaria a greve em 72 horas.
A empresa que opera o transporte coletivo da cidade afirmou que a paralisação foi anunciada sem tempo suficiente para organizar um plano emergencial. Já a prefeitura informou que acionou a Justiça para que o serviço seja restabelecido — saiba mais abaixo.
Motivos da greve
Segundo o sindicato, o salário-base dos motoristas em Limeira é de R$ 3.578 para trabalhar 44 horas por semana em regime de escala 6×1, que prevê seis dias de trabalho e um de descanso.
A categoria pede reajuste no salário, aumento dos benefícios e melhores condições de trabalho, como promoções e plano de carreira.
Ainda conforme o sindicato, a empresa ainda não apresentou proposta para atender às reivindicações da categoria, entregues em 16 de abril deste ano.
“A empresa ofereceu o reajuste com base na inflação, a de principio, coisa de 4%. A gente falou que o trabalhador não aceitava. Depois, eles falaram, mas de forma informal, algo sobre 6%. A gente fez assembleia aqui e decidimos por não aceitar”, informou o motorista e presidente do sindicato ao g1.
“Quem sofre com tudo isso é a população, mas a gente pede que a população abrace a causa. A gente sabe que não é fácil para eles, mas se não for desse jeito, não tem melhorias para os motoristas”, explica o presidente do sindicato.
O que diz a empresa
Em nota, a SOU Limeira, empresa que opera o transporte coletivo da cidade, afirmou que a paralisação foi anunciada antes do prazo previsto em lei e sem tempo suficiente para organizar um plano emergencial.
A concessionária disse ainda que o reajuste salarial pedido pelos trabalhadores está acima do praticado na região.
A empresa informou ainda que acionou a Justiça do Trabalho e disse que segue aberta à negociação para tentar resolver o impasse.
Segundo o sindicato, 1º de maio é a data-base da categoria. Nessa data, representantes dos trabalhadores e das empresas se reúnem para discutir reajuste salarial, benefícios e melhorias nas condições de trabalho.
Trabalhadores em greve em Limeira (SP)
Gustavo Nolasco/EPTV
*Com supervisão de Yasmin Moscoski
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