
Quatro pessoas morrem dentro de BMW em Balneário Camboriú (SC); saiba quem são
Duas pessoas foram condenadas pelas mortes de quatro jovens encontrados desacordados dentro de uma BMW em Balneário Camboriú (SC), em janeiro de 2024. Jhones Smith Jesus da Silva e Adailton Moreira da Silva receberam pena de 1 ano e 4 meses de prisão, em regime semiaberto, por quatro crimes de homicídio culposo.
A decisão foi proferida em 27 de março de 2026, mais de dois anos após o caso. O Ministério Público de Santa Catarina recorreu em 7 de abril, e o processo está em análise no Tribunal de Justiça (TJSC). As partes foram intimadas em 2 de junho, mas até esta terça-feira (16), não havia data definida para julgamento.
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As vítimas morreram por asfixia após inalarem monóxido de carbono. Conforme a denúncia do Ministério Público (MP), Jhones seria sócio-administrador da oficina que fez modificações no veículo que causou o vazamento do produto, enquanto Adailton foi o responsável por fazer o serviço no automóvel.
Na decisão, que sabe recurso, o juiz Gilberto Gomes de Oliveira Júnior citou negligência, imprudência e imperícia das partes para as mortes. Os condenados poderão recorrer em liberdade.
Jovens morreram por asfixia com monóxido de carbono em Balneário Camboriú
Redes Sociais/Reprodução
Gustavo Pereira Silveira Elias, 24 anos, Karla Aparecida dos Santos, de 19, Tiago de Lima Ribeiro, de 21, e Nicolas Kovaleski, de 16, foram encontrados desmaiados no carro estacionado dentro da rodoviária da cidade na manhã de 1º de janeiro de 2024. Eles chegaram a ser socorridos, mas as mortes foram confirmadas no local.
Na investigação, a Polícia Científica concluiu que o monóxido de carbono que matou os jovens vazou através da ruptura de uma peça, denominada downpipe, e entrou na cabine do veículo por meio do ar condicionado. O homem que fez a peça modificada instalava itens automotivos a partir da experiência como soldador em uma empresa de laticínios.
O que é downpipe, peça que foi modificada e rompeu em BMW
“Conclui-se que a retirada do catalisador ocasionou o aumento da liberação do monóxido de carbono (CO), o que aliado a má-qualidade da fabricação e instalação do downpipe, contribuiu para que os gases se acumulassem no compartimento do motor, penetrando no interior do veículo através do acionamento do sistema de ar condicionado”, disse o juiz na decisão.
Os quatro jovens ficaram cerca de quatro horas dentro do carro ligado com o ar-condicionado funcionando. Uma mulher sobrevivente e que ficou alguns momentos dentro do carro ouviu das vítimas que haviam comido um cachorro-quente na praia e relacionaram a náusea, a tontura, e a tremedeira ao alimento.
Quem eram as vítimas
Veja quem eram as vítimas
As vítimas eram de Paracatu, e Patos de Minas, Minas Gerais, mas moravam há um mês na Grande Florianópolis, com familiares. Eles teriam ido à rodoviária na madrugada para buscar a namorada de um dos ocupantes e, em seguida, irem para a casa.
Quando a sobrevivente chegou, encontrou os quatro ocupantes relatando ânsia de vômito e tontura. A jovem chegou a ficar dentro do carro por alguns momentos na rodoviária.
Gustavo Pereira Silveira Elias, 24 anos.
Karla Aparecida dos Santos, 19 anos.
Nicolas Kovaleski, 16 anos.
Thiago de Lima Ribeiro, 21 anos.
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