Segunda Turma do STF mantém prisões do pai e do primo de Vorcaro

Ministros da Segunda Turma do STF, no julgamento Reprodução/STF

Em julgamento realizado nesta terça-feira (16), a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter as prisões do pai do banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, e do primo dele, Felipe Vorcaro. 

De acordo com as investigações, Henrique e Felipe auxiliavam Vorcaro na ocultação de recursos do esquema de fraudes no sistema financeiro por meio do Banco Master.

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Henrique Vorcaro foi preso na 6ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, em 15 de maio. Os alvos principais da fase da operação foram os grupos denominados A Turma e Os Meninos, ambos formados por agentes que realizavam ações de monitoramento e intimidação de desafetos de Daniel Vorcaro e seu pai Henrique, segundo relatório encaminhado pela PF ao STF.

Felipe Vorcaro, primo de Vorcaro, foi preso no dia 7 de maio, durante outra fase da operação da Polícia Federal. Segundo a Polícia Federal, Felipe é apontado como peça central do núcleo financeiro-operacional do esquema investigado. Ele seria responsável por executar movimentações financeiras, estruturar operações societárias e viabilizar repasses ligados ao grupo.

A votação

A Segunda Turma referendou, por 3 votos a 1, a decisão individual do ministro André Mendonça, relator no caso na Corte, que determinou as prisões em maio.

Além de Mendonça, os votos pela manutenção das prisões foram proferidos pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. Gilmar Mendes votou pela concessão de prisão domiciliar ao pai de Vorcaro, mas foi voto vencido.

Em seu voto, Gilmar Mendes disse que a prisão de familiares dos investigados ocorria como uma forma de forçar delação. Ele fez críticas ao processo e citou o sigilo da investigação até mesmo aos membros da Corte. Mencionou também conversas de Daniel Vorcaro com advogados que foram acessadas pela Polícia Federal.

Dias Toffoli se declarou impedido e não participou do julgamento. No início deste ano, o ministro assumiu que é sócio do Resort Tayayá, que foi comprado por um fundo de investimento controlado pelo Banco Master. 

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