
Na primeira Copa com 48 países, torcidas do mundo inteiro se encontram para celebrar
Jornal Nacional/ Reprodução
Uma Copa do Mundo é feita por golaços, jogadores, zebras e, também, claro, pelos torcedores. O mundo se encontra na Copa.
Às vezes é aos pouquinhos. Mas, a qualquer momento, o grito está pronto. Venha como vier, o resultado é o mesmo. O segredo do futebol não está nas regras. Ao contrário. O melhor é saber que ninguém precisa ser especialista nesse jogo para viver essa onda. Essa força capaz de nos tirar da realidade da vida por alguns momentos, para termos a certeza absoluta de que vale a pena viver.
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Imaginar que tudo isso é provocado quando um objeto esférico chamado bola cruza uma linha desenhada pelas mãos de alguém é quase inacreditável. Na Copa do Mundo, os povos do planeta compartilham uma das maiores invenções da humanidade: o gol. Um momento mágico porque é, ao mesmo tempo, coletivo e único. Cada um é livre para viver esse instante do jeito que quiser. Como explicar que o riso e o choro têm exatamente a mesma causa? E não é choro de lagriminha, não. É aquele de fazer barulho, tão alto que se destaca em um estádio de futebol.
Na primeira Copa com 48 países, torcidas do mundo inteiro se encontram para celebrar
Jornal Nacional/ Reprodução
Cada povo tem um jeito de torcer. Mas, às vezes, a alegria é tanta que nem cabe na própria cultura e o jeito é se despir das tradições rumo ao gesto universal. Todas as torcidas têm lições a ensinar. A persistência da Tunísia, goleada por 5 a 1. A harmonia da Holanda, rumo ao mesmo destino.
Mas bom mesmo é quando todas as cores se misturam nas esquinas de um país que antes não ligava para futebol e onde hoje é impossível fugir do assunto.
“Em Nova York sempre é fácil encontrar gente do mundo inteiro. Na Copa do Mundo é mais fácil ainda porque cada um tem orgulho de mostrar o lugar de onde veio. E, na primeira Copa com 48 países, a sensação é de que aqui é o centro do mundo. O torcedor americano, com a camisa do Senegal, diz que era contra essa Copa ampliada, mas agora mudou, está achando uma grande ideia”, conta o repórter Pedro Bassan.
Na primeira Copa com 48 países, torcidas do mundo inteiro se encontram para celebrar
Jornal Nacional/ Reprodução
A primeira rodada da primeira fase nem se completou e já valeu a pena levar mais gente para festa. O que seria do futebol sem a alegria de Cabo Verde? E quanto mais povos se reúnem, mais percebemos que somos todos iguais. O que está em volta do olhar não importa. Os sentimentos são os mesmos em toda parte: amor, fé, liberdade.
Não adianta criarem barreiras, a vocação desse esporte é juntar pessoas. Desde o tempo dos faraós, o ser humano sabe que é possível viver sem futebol. E sabe também que a vida fica sem graça. De tempos em tempos, é preciso renovar a esperança. Ainda bem que, a cada quatro anos, o universo renasce com uma nova explosão.
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