
O ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), fez por merecer a condenação que o STF lhe impôs nesta terça-feira (16), de 4 anos e 2 meses de prisão (regime semiaberto) por coação no curso do processo, mais a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e inelegibilidade por 8 anos após o fim da pena.
Dá para dizer que ele cavou a própria cova.
Para inviabilizar o processo que julgou (e acabou condenando) o seu pai (Jair Bolsonaro) no ano passado, a 27 anos e três meses de prisão por liderar a trama golpista, ele ameaçou, chantageou ministros do próprio STF e impôs enormes prejuízos ao país.
Eduardo Bolsonaro procurou interferir várias vezes no curso da Ação Penal (AP) 2.668, que tinha no ex-presidente a sua figura central.
Dos Estados Unidos, para onde fugiu no começo de 2025, e ao lado do empresário e fiel escudeiro, Paulo Figueiredo (neto do ditador João Batista Figueiredo), ele levou adiante o seu plano tramando contra autoridades do Judiciário, do governo Lula e empresas exportadoras brasileiras.
Eduardo Bolsonaro pressionou o governo de Donald Trump o quanto pôde a aplicar sanções contra o país, entre elas, o tarifaço sobre os produtos nacionais exportados para os EUA, e a Lei Magnistiky (que permite ao governo estadunidense a impor penalidades econômicas e restrições de visto a indivíduos de qualquer nacionalidade).
Julgando-se inalcançável pela Justiça, o ex-parlamentar não se preocupou em se autoincriminar, produzindo provas fartas acerca de suas intenções golpistas.
Tudo exposto amplamente nas redes sociais e em diversas entrevistas para a mídia tradicional.
Está tudo ali documentado. Todo o roteiro golpista engendrado para viabilizar o seu projeto de desestabilizar econômica e politicamente o país, com o único propósito de livrar o pai da cadeia.
Como se viu, uma trama fadada ao fracasso, pois não impediu a ida do pai para a prisão e ainda lhe rendeu um sentença de quatro anos e dois meses de reclusão.
