Sonho de ser confeiteira e amor em ajudar a família: quem era a mulher encontrada morta em rodovia do TO


Homem é preso suspeito de feminicídio em Taguatinga
“Amava servir, mesmo que por muitas vezes, não recebia o mesmo tratamento.” Essa é uma das características citadas pela familia de Anisiana Pereira da Silva, de 32 anos, vítima de feminicídio ocorrido na última terça-feira (16), em Taguatinga, região sul do estado. O ex-companheiro da vítima, de 47 anos, é o suspeito e foi preso na cidade de Filadélfia, região norte do Tocantins, tentando fugir, segundo a polícia.
Segundo informações da Polícia Civil (PC), O corpo de Anisiana foi encontrado pela manhã às margens da rodovia que liga Taguatinga a Luís Eduardo Magalhães (BA). Ela estava desaparecida e foi localizada em uma área de mata após buscas da PC, e Polícia Militar. A perícia constatou perfurações causadas por um objeto cortante.
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Como o nome do suspeito não foi oficialmente divulgado, o g1 não conseguiu contato com a defesa dele.
De acordo com a sobrinha de Anisia, Danyele Marques, a tia era conhecida como: “Uma pessoa de um coração enorme e puro, que sempre ajudava todo mundo.” Segundo Danyele, a história de “Anne”, como era conhecida, ficou marcada pela dedicação ao trabalho e à família.
“Não tinha uma única vez que nao fossemos a casa dela, e não era preparado um café e um lanche pra gente. Ela fazia os ovos de páscoa para todos os sobrinhos, sobrinhos esses que não são de sangue, mas que ela sempre amou, amou demais”, relembra.
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Anisiana Pereira da Silva, de 32 anos, sonhava em ser confeiteira e era descrita como uma pessoa dedicada à família
Reprodução/Redes sociais
Antes de retornar ao estado, a sobrinha conta que ela viveu em São Sebastião (DF), onde trabalhava como babá e manicure. No entanto, seu grande desejo profissional era trabalhar com culinária e sonhava em ser confeiteira.
“A tia Anne abria a casa dela pra fazer aniversário, ela fez meu chá de frauda surpresa. Ela também fazia a comida para as festividades da família. O sonho dela era ser confeiteira. Era uma pessoa batalhadora, dedicada e honrada”, contou.
Relacionamento difícil
Anisiana iniciou o relacionamento com o ex-companheiro quando tinha 17 anos. Na época ele estava com 32 anos e segundo a família, o casamento foi marcado por dificuldades, agressões e vícios do companheiro.
Relatos da família ao g1 apontam que Anne chegou a quase perder o emprego diversas vezes devido ao comportamento do marido, que chegava embriagado e chegou a empenhar bens do casal, como uma moto e um carro quitado por ela, para sustentar vícios em jogos.
A sobrinha contou que Anisiana tentou buscar o apoio da mãe e das irmãs, e se mudou de Brasília para o Tocantins. Ela deixou uma filha, Anália, que completará 9 anos em agosto.
“Ela se dedicava tanto. É inacreditável o que ele fez com ela, mediante a tudo que a Anne era e foi para nós, inclusive para ele”, desabafou a sobrinha.
Investigação
Após a prisão, o homem foi levado para a Central de Atendimento da Polícia Civil em Araguaína e deve responder por feminicídio.
O caso continua sob investigação policial. O corpo de Anisiana passou por exames no Instituto Médico Legal (IML), mas segue no local aguardando a liberação para o sepultamento.
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