
A auxiliar de compras Larissa Ramos Raudenberg, de 24 anos, foi agredida por um homem, na noite de segunda-feira, 15, na estação Parada Inglesa, da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo, na Zona Norte, enquanto aguardava na plataforma no sentido Tucuruvi.
O caso foi registrado no 73º Distrito Policial (Jaçanã) como lesão corporal, mas a vítima afirma que foi alvo de uma tentativa de feminicídio. Ela teve o maxilar, o nariz, o joelho esquerdo e três dentes quebrados.
Larissa disse que pretende prestar nova queixa à polícia, dessa vez, como feminicídio, após realizar exame de corpo de delito.
Segundo ela, o homem que a agrediu teria inicialmente perseguido sua amiga. No entanto, ao correr em direção à mulher, ele atingiu Larissa com um chute no joelho, derrubando-a no chão e começou a desferir chutes na sua cabeça e no seu rosto.
Ela disse que o homem não tentou roubar seus pertences, entre eles dois celulares – um da empresa e outro pessoal. E conta que chegou a desmaiar com a violência, mas o homem continuou com os chutes.
Larissa recebeu atendimento no local e foi encaminhada ao Hospital Mandaqui por uma viatura do Metrô. Agora, se recupera em casa.
Ela também criticou a ausência de segurança do Metrô na plataforma no momento da agressão.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito não apresentou documentos de identificação, mas permaneceu no local após as agressões e foi detido.
Ainda segundo Larissa, ela foi informada de que o suspeito já teria antecedentes relacionados a assédio contra mulheres no transporte público.
O que diz a SSP
Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi encaminhado à Delegacia do Metropolitano (Delpom), para prosseguimento das investigações.
Afirmou ainda que a vítima será ouvida e as imagens relacionadas à ocorrência estão sendo analisadas para auxiliar na apuração dos fatos, bem como na responsabilização do autor.
E concluiu acrescentando que a Polícia Civil permanece à disposição da família para prestar todos os esclarecimentos e orientações necessários sobre o caso.
O iG também entrou em contato com o Metrô para questionar a reclamação de falta de segurança na plataforma, mas, até o momento, não obteve resposta. O espaço segue aberto.
