Caso Gritzbach: júri de PMs terá esquema especial de segurança

Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, que fez a delação, foi acusado pelo PCC de desfalque de R$ 100 milhões em bitcoins e é jurado de morte pela facção.Reprodução/Youtube

O julgamento dos três policiais militares acusados de envolvimento na morte do empresário Antônio Vinícius Gritzbach contará com um esquema especial de segurança no Fórum de Guarulhos, na Grande São Paulo. O júri está marcado para ocorrer entre os dias 22 e 26 de junho.

De forma preventiva, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) adotará medidas excepcionais para garantir a segurança das sessões. Entre elas está a suspensão das audiências de outros processos durante o período do julgamento.

O acesso ao fórum também será restrito, com circulação permitida apenas a pessoas diretamente ligadas ao caso, como magistrados, promotores, advogados, servidores e jurados. A limitação de acesso à sala do júri, que possui capacidade para 80 pessoas, tem como objetivo evitar interferências externas e contatos indevidos.

Além do policiamento habitual, grupos táticos das forças de segurança atuarão no local para reforçar a proteção durante os cinco dias previstos para o julgamento.

O júri terá início às 10h do dia 22 de junho, no Fórum de Guarulhos.

Quem são os réus?

  • Tenente Fernando Genauro da Silva;
  • Cabo Denis Antônio Martins;
  • Soldado Ruan Silva Rodrigues.

Os três respondem pelos homicídios de Gritzbach e do motorista de aplicativo Celso Novais, morto durante o ataque ocorrido no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Eles também são acusados de duas tentativas de homicídio contra outras pessoas que ficaram feridas na ação.

Segundo as investigações, os policiais teriam participado diretamente da execução do crime. O cabo Denis Martins e o soldado Ruan Rodrigues foram denunciados pelo Ministério Público por utilizarem fuzis no atentado. Já o tenente Fernando Genauro é acusado de transportar os executores até o local e auxiliar na fuga após os disparos.

O réu Kauê Amaral Coelho, apontado como olheiro do grupo, não será julgado nesta etapa. Após a apresentação de recurso por sua defesa, o processo foi desmembrado e o julgamento dele ocorrerá em data ainda a ser definida.

Outros dois investigados apontados como mandantes do crime, Diego dos Santos Amaral, conhecido como “Didi”, e Emilio Carlos Gongorra Castilho, o “Cigarreira”, permanecem foragidos. Como não foram citados e não constituíram defesa, a ação penal em relação a eles segue suspensa.

Testemunhas

Os promotores Vania Caceres Stefanoni e Rodrigo Merli Antunes apresentaram nove testemunhas de acusação.

Entre elas estão dois sobreviventes do atentado, a viúva do motorista Celso Novais, oficiais responsáveis pelo Inquérito Policial Militar (IPM), a delegada Luciana Peixoto, que conduziu a investigação na Polícia Civil, e o perito responsável pelo laudo que embasou a denúncia do Ministério Público.

As defesas dos réus, por sua vez, indicaram dez testemunhas para serem ouvidas durante o julgamento.

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