Estudante do PA conquista bronze inédito na Olimpíada Europeia de Física


Estudante do Pará conquista bronze e faz história na Olimpíada Europeia de Física.
Reprodução / Inspira Rede de Educadores
O estudante paraense Eyke Cardoso alcançou um feito inédito para o Brasil na Olimpíada Europeia de Física 2026, realizada na Suécia. Aluno de uma escola particular em Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará, ele conquistou a medalha de bronze e ainda obteve a maior nota em Física Experimental já registrada por um integrante da delegação brasileira na competição.
A performance dele consolida uma trajetória na escola que vem chamando atenção pela regularidade e pela evolução ano após ano. Em 2026, Eyke também garantiu classificação para a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), que será disputada no Vietnã, ampliando a presença brasileira em competições de alto nível no exterior.
“Esse resultado na EuPhO é a realização de uma trajetória construída com muito estudo, disciplina e vontade de aprender”, afirmou o estudante.
Ourilândia do Norte é uma cidade com 32,4 habitantes, segundo o IBGE, e fica localizada a 927 km da capital Belém.
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Eyke disse que cada conquista ao longo dos últimos anos ajudou a ganhar confiança e a avançar mais, destacando o orgulho de representar a cidade dele, o Pará e o Brasil Pará em uma disputa internacional.
“Poder representar o Brasil e levar o nome do Pará para uma competição internacional como essa mostra que, com apoio e preparação, é possível sonhar grande e alcançar espaços de excelência”, contou.
A caminhada de Eyke começou a ganhar força em 2022, quando ele participou das primeiras olimpíadas e recebeu menção honrosa na OBMEP. No ano seguinte, já somava sete premiações e conquistava ouro na OBMEP Nacional, tornando-se o primeiro colocado entre alunos de escolas privadas da Região Norte em seu nível e o único estudante do Pará nesse recorte.
Em 2024, na primeira série do Ensino Médio, o desempenho acelerou ainda mais. Foram 28 premiações, com ouros em competições como Canguru de Matemática, Olimpíada Brasileira de Astronomia, Olimpíada Paraense de Química e OBMEP.
No mesmo período, ele também chegou à prata na Olimpíada Brasileira de Física e avançou nas seletivas internacionais de astronomia e astrofísica.
No ano seguinte, Eyke ampliou a coleção de resultados para 32 conquistas e passou a integrar as equipes da IOAA e da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia, a OLAA. Ele ficou em 7º lugar nacional nas seletivas, foi o único aluno do 2º ano a compor as equipes e o único representante da Região Norte.
Também levou sua primeira medalha internacional, com ouro latino-americano em astronomia.
Trajetória em ascensão
A sequência de resultados mostra que o desempenho do estudante vai além de uma única disciplina. Eyke reúne força em ciências exatas, repertório amplo e capacidade de investigação, sustentado por rotina de preparação e autonomia intelectual.
Para o coordenador de Olimpíadas do Centro Educacional Primeiro Mundo Pará, Ramon Gabriel Pinho, o caso de Eyke mostra “como a escola pode abrir caminhos para que estudantes alcancem desempenho de padrão global”.
“A trajetória dele traduz, na prática, uma educação que amplia horizontes e prepara jovens para desafios em nível internacional”, contou.
Ao unir origem regional, disciplina e alto rendimento, Eyke passa a simbolizar uma nova geração de estudantes amazônicos que competem em alto nível sem perder o vínculo com sua comunidade e sua escola.
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