Justiça mantém presos investigados por morte de jovem em salto

Maria Eduarda Rodrigues faleceu após saltar de rope jumpingReprodução/redes sociais

A Justiça de São Paulo manteve a prisão dos investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após cair de aproximadamente 40 metros durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior paulista. Segundo a investigação, a jovem foi lançada da plataforma sem estar conectada a uma das cordas de segurança necessárias para a prática do esporte radical. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou o pedido de soltura imediata apresentado por dois dos envolvidos no caso.

A decisão foi assinada pelo desembargador Sérgio Mazina Martins, que rejeitou o pedido liminar de habeas corpus — uma ação judicial usada para proteger o direito de liberdade de uma pessoa quando há suspeita de prisão ilegal, abuso de poder ou ameaça à liberdade de locomoção —,  apresentado pelas defesas de Maicon Fernandes Cintra e Luís Felipe Feliciano Egoroff. Com isso, ambos seguem presos preventivamente enquanto o habeas corpus continua em tramitação.

O acidente aconteceu no último dia 13 de junho, na região conhecida como Ponte do Esqueleto. Vídeos que circularam nas redes sociais mostram o momento em que Maria Eduarda é posicionada para o salto. Segundos depois, testemunhas percebem que a corda de segurança não estava devidamente conectada e passam a gritar em desespero.

A jovem caiu de uma altura estimada em 40 metros e morreu ainda no local. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmaram o óbito.

Justiça vê indícios para manter prisão

Ao analisar o pedido de habeas corpus, o desembargador entendeu que não havia ilegalidade evidente na decisão que decretou as prisões preventivas e destacou que a investigação ainda está em fase inicial.

Na decisão, o magistrado menciona a existência de indícios relacionados à dinâmica do acidente e cita elementos que ainda estão sendo apurados pelas autoridades. Entre eles, informações sobre a retirada de equipamentos do local após a queda, relatos de possível troca de roupas por envolvidos e o desaparecimento de câmeras que poderiam auxiliar na reconstrução dos fatos.

O relator também observou que perícias técnicas consideradas essenciais para o esclarecimento do caso ainda não foram concluídas, motivo pelo qual considerou prematura a revogação das prisões.

Segundo a decisão, a manutenção da medida cautelar é necessária para garantir o andamento das investigações.

Habeas corpus não foi julgado em definitivo

O desembargador analisou apenas o pedido urgente de liberdade, conhecido como liminar, por isso a negativa do TJ-SP não representa o julgamento final do habeas corpus.

O mérito da ação ainda será apreciado por uma Câmara Criminal do tribunal após a manifestação do Ministério Público e o envio de informações pelo juiz responsável pelo caso em primeira instância.

Até que haja uma decisão definitiva, os investigados permanecem presos.

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Investigação continua

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de São Paulo, que busca esclarecer as circunstâncias da morte de Maria Eduarda e apurar eventuais responsabilidades criminais dos organizadores da atividade.

Os laudos periciais nos equipamentos apreendidos deverão indicar se houve falha humana, erro operacional ou outras irregularidades que possam ter contribuído para o acidente.

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