
Falso médico é preso suspeito de causar lesão grave a paciente, diz polícia
O falso médico preso pela polícia chegou a fazer um post em seu perfil do Instagram brincando que seria preso por ensinar procedimento estético que custa cinco vezes menos que a média encontrada no mercado. Na imagem, feita por inteligência artificial (IA), Sebastião Rodrigues da Silva Júnior aparece uniformizado e algemado, ao lado de dois policiais civis (veja a imagem abaixo).
“Urgente. Dr. Júnior Rodrigues é detido após ensinar técnica que faz profissionais comuns cobrarem até R$ 15 mil por um único atendimento estético – usando um método que custa 5 vezes menos que o mercado”, diz na publicação feita no dia 21 de maio.
O g1 entrou em contato com a defesa dele, representada pelo advogado Helton Moreira Gonçalves, solicitando um posicionamento sobre a prisão, mas não obteve retorno. Neste sábado (20), houve novo contato, mas sem resposta até a última atualização desta reportagem.
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Júnior Rodrigues, como costuma se apresentar nas redes sociais, foi preso pela Polícia Civil de Goiás com apoio da Polícia Federal na cidade de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar para o Paraná. De acordo com as investigações, ele é suspeito de causar lesão corporal grave em uma paciente de Goiânia.
Falso médico preso pela polícia chegou a publicar em suas redes sociais que seria preso por ensinar técnica com custo menor que o do mercado
Reprodução/ Perfil do Instagram de Sebastião Rodrigues da Silva Júnior
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Júnior Rodrigues diz ser formado no Paraguai. Também afirma ser biomédico esteta, nomenclatura dada ao profissional da área que possui especialização em estética.
Em nota, o Conselho Federal de Medicina (CGM) confirmou ao g1 que Júnior não possui registro. O Conselho também explicou que médicos formados no exterior precisam passar por revalidação de diplomas, que pode ser feita através do exame Revalida ou por meio de universidades federais credenciadas.
O g1 solicitou informações ao Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) sobre o registro de Júnior, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O Conselho Regional de Enfermagem em Goiás informou que ele não possui registro.
