Empresário é morto a tiros por suposta dívida de R$ 3 mil enquanto ia à delegacia denunciar agiota, diz polícia


Glauber Millen Martins da Paixão foi morto a tiros em Anápolis, após receber ameaças de um agiota
Arquivo pessoal/ Coronel Fábio Costa
Um empresário foi morto a tiros, em Anápolis, na região Central de Goiás, enquanto ia à delegacia denunciar ameaças de um agiota. De acordo com a Polícia Militar, o crime estaria relacionado a uma suposta dívida de R$ 3 mil. Glauber Millen Martins da Paixão era dono de uma ferragista na cidade. O suspeito do homicídio ainda está foragido.
Em entrevista ao g1, o coronel Fábio Costa, comandante do 3º Comando Regional da Polícia Militar (3º CRPM), que está à frente da operação de busca pelo suspeito, disse que Glauber teve o carro quebrado antes de ser morto. Depois, ele foi à delegacia. No caminho, foi surpreendido pelo suspeito, cujo nome não foi divulgado.
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“O suspeito emprestou o dinheiro para a vítima, que ficou devendo, parece, R$ 3 mil. Aí, ele foi ao comércio dele e quebrou o carro dele. Brigaram. Depois, quando ele foi registrar na delegacia a quebra do carro dele, ele (o suspeito) passou, atirou nele e fugiu”, descreveu, destacando que essas foram as informações preliminares que foram dadas à polícia.

A polícia conseguiu prender duas mulheres e um homem que teriam ajudado na fuga do suspeito. Segundo o coronel, as mulheres são a namorada e a sogra dele. Elas foram liberadas, mas o homem, que seria um outro empresário, continuou preso.
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“O homem foi autuado por homicídio porque deu a fuga. E as mulheres vão ser investigadas por dificultar. São pessoas que não são bandidas, mas tentaram protegê-lo”, disse Fábio.
Segundo o coronel, a polícia já sabe a região onde o suspeito está escondido, que é uma área de mata. Equipes da CPE Anápolis, dos 4º BPM, 28º BPM, 37º BPM, COD, BPM Rural, GRAER e os serviços de inteligência da Polícia Militar participam da operação de busca, que ainda está em andamento na manhã deste sábado (20).
A Polícia Civil confirmou a prisão do suspeito da fuga e a liberação das duas mulheres, que assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). A investigação está em andamento e perícias já foram solicitadas.

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