Inverno 2026 começa neste domingo; veja o que esperar da estação

Cidade de São Paulo tem inverno mais frio dos últimos 31 anosDivulgação/Governo de SP

O inverno de 2026 começa oficialmente às 5h24 deste domingo (21) em todo o Hemisfério Sul e segue até 22 de setembro. Neste ano, a estação será marcada pela influência do El Niño e por condições que incluem chuva, ondas de frio e até possibilidade de neve em algumas regiões do país.  

Logo na primeira semana da nova estação, uma massa de ar frio de origem polar deverá avançar sobre o Brasil. A previsão é que ela comece a atuar já nesta segunda-feira (22) e seja a mais intensa registrada no país até agora em 2026. O período de frio mais intenso deve ocorrer entre os dias 24 e 26 de junho na Região Sul. Esta será a primeira onda de frio do inverno e a segunda do ano.

No Sul, as condições atmosféricas poderão favorecer a ocorrência de neve nas áreas mais elevadas das serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Além de temperaturas abaixo de 0°C na região, os termômetros também poderão registrar marcas negativas em áreas de São Paulo e Mato Grosso do Sul, aumentando o risco de geada, segundo o Climatempo.

A passagem dessa massa de ar polar também deve provocar queda acentuada das temperaturas em outras regiões do país. Há previsão de mínimas abaixo de 10°C no sul de Goiás, no Triângulo Mineiro, na Zona da Mata Mineira e no centro-sul do Rio de Janeiro.

Entre os impactos esperados da onda de frio também está o retorno das chuvas em áreas do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e parte da Região Norte.

El Niño

A combinação entre uma nova onda Kelvin no Oceano Pacífico e o calor já acumulado nas águas da região aumenta o potencial de fortalecimento do El Niño nos próximos meses. A expectativa é que o fenômeno alcance intensidade muito forte durante o inverno, configurando um possível Super El Niño.

Os efeitos devem variar de acordo com cada região do Brasil, segundo a MetSul Meteorologia.

  • Norte: redução das chuvas, especialmente no norte e leste da Amazônia, com tempo mais seco e quente, favorecendo o aumento das queimadas.
  • Nordeste: forte diminuição das chuvas, com possibilidade de seca em parte da região, comprometendo o abastecimento de água e causando prejuízos à agricultura.
  • Centro-Oeste: chuvas acima da média em algumas áreas, combinadas com temperaturas elevadas e ondas de calor mais intensas no fim do inverno e durante a primavera. O risco de queimadas no Pantanal também tende a aumentar.
  • Sudeste: temperaturas médias acima do normal, com períodos de calor mais intenso no final do inverno. Até o momento, não há um sinal claro sobre os impactos nas chuvas.
  • Sul: aumento expressivo da chuva, com risco de precipitações extremas, cheias de rios, enchentes, temporais frequentes e maior ocorrência de ciclones. As temperaturas também tendem a ficar acima da média.

“Para o Sul do Brasil, os sinais são especialmente preocupantes. A experiência histórica mostra que o El Niño inevitavelmente vai trazer chuva extrema, cheias de rios, enchentes e muitos temporais severos de vento e granizo. Não é uma pergunta se haverá ou não enchentes, mas sim quantas e o tamanho”, ressalta a MetSul.

Dia mais curto do ano

O início do inverno também marca o dia mais curto do ano no Hemisfério Sul. Isso ocorre devido ao solstício de inverno, fenômeno astronômico que acontece quando um dos hemisférios da Terra está mais inclinado para longe do Sol. 

Durante o solstício, o Hemisfério Sul recebe menos radiação solar do que o Hemisfério Norte, o que reduz o período de luz natural ao longo do dia e aumenta a duração da noite. Por isso, a data registra o menor número de horas de claridade e a noite mais longa do ano na região. No Hemifesfério Norte, ocorre o oposto. 

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