
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste domingo (21) uma ameaça ao Irã, afirmando que o país poderá voltar a ser alvo de ataques caso não impeça ações atribuídas a aliados do grupo Hezbollah no Líbano.
“O Irã deve impedir imediatamente que seus agentes altamente pagos no Líbano causem problemas. Se não o fizerem, atacaremos o Irã com muita força novamente, assim como fizemos na semana passada, só que com mais força!!!”, escreveu Trump na rede social Truth Social.

As declarações ocorrem no momento em que o vice-presidente norte-americano, JD Vance, participa de negociações na Suíça com representantes da delegação iraniana para tentar avançar em um possível acordo de paz.
Negociações na Suíça
Um dos principais pontos da reunião, segundo o governo do Irã, é o conflito no Líbano entre Israel e o Hezbollah. Teerã acusa Israel de violar os termos do cessar-fogo firmado anteriormente.
As conversas são mediadas pelo Catar e pelo Paquistão. A delegação dos Estados Unidos é liderada por JD Vance, acompanhado do enviado especial Steve Witkoff e do assessor Jared Kushner.
Do lado iraniano, participam o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.
Antes de embarcar para a Suíça, Vance afirmou esperar avanços nas discussões sobre o programa nuclear iraniano.
Um memorando de entendimento assinado na última quarta-feira (17) estabeleceu que as negociações técnicas devem durar cerca de 60 dias. Nesse período, as partes devem discutir alternativas para reduzir as tensões na região, incluindo o programa nuclear do Irã e o conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano.
As conversas acontecem em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Após ataques israelenses que deixaram dezenas de mortos no Líbano neste sábado (20), apesar do cessar-fogo com o Hezbollah, o Irã voltou a afirmar que o Estreito de Ormuz estaria fechado.
Os Estados Unidos, no entanto, contestaram a informação e garantiram que a rota marítima segue operando normalmente.
“A passagem segura pela hidrovia internacional permaneceu intacta hoje, com a travessia de 55 navios mercantes, transportando grandes quantidades de carga e mais de 17 milhões de barris de petróleo para os mercados globais”, informaram autoridades norte-americanas.
